Aleitamento Materno: Orientações Médicas

do do Universo Ciência e Saúde

- Proporciona uma nutrição superior e um ótimo crescimento;

- Fornece água adequada para hidratação;

- Protege contra infecções e alergias;

- Favorece o vínculo afetivo e o desenvolvimento.

Vantagens do aleitamento materno para a mãe

- Protege a saúde da mãe;

- Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal reduzindo o risco de hemorragia;

- Reduz o risco de câncer de mama e de ovário;

- Ajuda a retardar uma nova gravidez.

Anorexia Nervosa

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociedade. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica. Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica.

As Causas

Não se conhecem as causas fundamentais da Anorexia Nervosa. Existe evidências como causa a interação sociocultural mal adaptada, fatores biológicos, mecanismos psicológicos menos específicos e especial vulnerabilidade de personalidade.

Aspectos biológicos incluem as alterações hormonais que ocorrem durante a puberdade e as disfunções de neurotransmissores cerebrais, tais como a dopamina, a serotonina, a noradrenalina e dos peptídeos opióides, sabidamente ligados à regulação normal do comportamento alimentar e manutenção do peso, além dos aspectos genéticos.

Vários trabalhos apontam para uma predisposição genética no desenvolvimento da anorexia. Estudos demonstram uma taxa de concordância muito maior em gêmeos monozigóticos em comparação com gêmeos dizigóticos (56% contra 5%). Parentes de primeiro grau de pacientes com anorexia exibem um risco de aproximadamente 8 vezes maior de apresentar a doença do que a população geral.

Os modelos de sistemas familiares procuram identificar determinados padrões de funcionamento familiar alterado, por exemplo, minimização de conflitos, envolvimentos da criança em tensões familiares, pais ausentes, mães que competem com as filhas, etc. Porém, estes fatores hoje são vistos mais como mantenedores do comportamento do que como causais.

Em cerca de um terço dos pacientes ocorre Abuso ou Dependência de Substâncias, particularmente envolvendo álcool e estimulantes. O uso de estimulantes freqüentemente começa na tentativa de controlar o apetite e o peso. É provável que 30 a 50% dos pacientes também tenham características de personalidade que satisfaçam os critérios para um ou mais Transtornos da Personalidade (mais freqüentemente Transtorno da Personalidade Borderline).

Coisas que Acontecem

- Recusa em manter o peso normal para a idade e altura
- Medo intenso de aumentar de peso ou ficar obeso, mesmo quando existe diminuição de peso.
- Perturbação no modo como é vivido o peso e a forma corporais, influência desadequada do peso e da forma do corpo na avaliação do próprio, ou negação da gravidade do baixo peso actual.
- Amenorreia (durante três ciclos consecutivos).

Tipos Clinicos

- Tipo restritivo: Durante o episódio de anorexia nervosa, o sujeito não recorre a comportamentos de ingestão compulsiva ou purgativos.
- Tipo Ingestão Compulsiva / Purgativo: Durante o episódio de anorexia nervosa, o sujeito recorre regularmente a comportamentos de ingestão compulsiva ou purgativos, como por exemplo, vómitos, laxantes ou diuréticos.

Principais Sintomas

- Perda de peso
- Amenorreia
- Enfartamento, sensação de distenção abdominal, dor abdominal, obstipação
- Intolerância ao frio
- Cefaleias, tonturas, astenia
- Hiperactividade, apatia

Complicações Médicas

- Gastrointestinais
- Cardiovasculares
- Renais
- Neurológicos
- Hematológicos
- Endócrinos
- Ósseos
- Atraso de crescimento

As Vasculites Sistêmicas Raras Primárias

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O que significam?
Vasculite significa inflamação de vasos sanguíneos. As Vasculites abrangem um grande grupo de doenças. Vasculite primária significa que o vaso sanguíneo é o alvo principal da doença. O nome e a classificação das vasculites depende principalmente do tamanho e tipo de vasos sanguíneos envolvidos.

Qual a sua frequência?
Algumas das vasculites primárias são doenças pediátricas frequentes (por exemplo a púrpura Henoch-Schönlein ou a doença de Kawasaki) enquanto outras doenças, descritas a seguir, são raras e a sua frequência exata é desconhecida.

Quais são as causas da doença? É hereditária? É contagiosa? Pode ser prevenida?
As doenças deste grupo habitualmente não afetam os membros da mesma família. Na maioria dos casos, o paciente é o único indivíduo afetado, sendo muito pouco provável que irmãos tenham a mesma doença. É mais provável que a combinação de diferentes fatores desempenhe um papel na ocorrência da doença. Acredita que vários genes, infecções e fatores ambientais possam ser importantes para o desenvolvimento da doença. Estas doenças não são contagiosas e não podem ser prevenidas.

O que acontece aos vasos sanguíneos nas vasculites?
A parede dos vasos sanguíneos é atacada pelo sistema imune/inflamatório do organismo. A camada interna do vaso desempenha um papel principal. Em condições saudáveis esta camada interna permite que o fluxo sanguíneo seja normal. Se a parede do vaso for lesada ou inflamada, começam a formar coágulos sanguíneos dentro do vaso, causando a sua estenose ou oclusão.

As células inflamatórias dentro dos vasos atravessam, a partir da corrente sanguínea, a parede do vasos, causando lesão ao vaso e ao tecido circundante. A própria parede também se torna mais “fraca” e permeável, permitindo o extravasamento de líquidos nos tecidos circundantes, causando inchaço.

A biópsia no local afetado indica a presença de inflamação nas paredes dos vasos com um grau variável de destruição. As alterações da forma das artérias são detectáveis por angiografia (a radiografia que permite identificar os vasos sanguíneos).

A diminuição do aporte sanguíneo através dos vasos estreitados ou obstruídos ou, menos frequentemente, a ruptura dos vasos com hemorragia, podem causar lesão. O envolvimento de vasos que suprem orgãos vitais como o cérebro ou o coração, pode ser um problema muito grave. A vasculite generalizada (sistêmica) é habitualmente acompanhada por sintomas como febre, cansaço e também alterações nos exames laboratoriais que detectam inflamação (VHS, PCR).

Quais são os sintomas principais?
Os sintomas da doença variam de acordo com o tipo de vaso envolvido e com a gravidade do envolvimento de orgão e serão descritos em maior detalhe para três doenças diferentes: Poliarterite nodosa, Arterite de Takayasu e Granulomatose de Wegener.

Como são diagnosticadas?
O diagnóstico de vasculites raramente é direto. Os sintomas podem assemelhar-se a outras doenças pediátricas, mais comuns. O diagnóstico se baseia na avaliação dos sintomas clínicos por um especialista juntamente com os resultados dos exames de sangue e urina e os exames de imagem (como ecografias, radiografias, tomografia, ressonância nuclear magnética ou angiografia) e, quando apropriado, confirmado pelos achados na biópsia dos tecidos. Devido à raridade destas doenças, é frequentemente necessário transferir a criança para um centro de referência em reumatologia pediátrica e com outras subespecialidades pediátricas, incluindo um bom serviço de radiologia.

Podem ser tratadas?
Sim, as vasculites podem ser tratadas. Na maioria dos casos, e nos pacientes tratados corretamente, consegue-se controlar a doença.

Quais são os tratamentos?
O tratamento das vasculites é complexo e de longa duração. O objetivo principal é controlar a doença o mais rapidamente possível (terapêutica de indução) e manter o controle a longo prazo (terapêutica de manutenção) ao mesmo tempo evitando efeitos adversos desnecessários.

Os corticosteróides provaram ser os mais eficazes em combinação com medicamentos imunossupressores (ciclofosfamida) a controlar a doença. Os medicamentos utilizados no tratamento incluem a azatioprina, metotrexate e ciclosporina A, conjuntamente com uma dose baixa de prednisona. Vários outros medicamentos também se mostraram úteis para suprimir a ativação do sistema imunológico e a combater a inflamação. São escolhidas numa base estritamente individualizada, habitualmente quando os outros medicamentos mais comuns, falharam. Incluem os agentes biológicos (por exemplo medicamentos anti-TNF), colchicina e talidomida.

No tratamento prolongado com corticosteróides, a osteoporose pode ser prevenida usando medicamentos contendo cálcio e vitamina D. Os medicamentos que previnem as tromboses e oclusão de vasos sanguíneos podem ser prescritos (aspirina em dose baixa) e, em casos de hipertensão arterial, também medicamentos para controle da pressão arterial.

A fisioterapia pode ser necessária para melhorar a as alterações musculo-esqueléticas. Pode ser necessário apoio psicológico e social para o paciente e para a sua família.

São necessárias consultas regulares e exames?

O objetivo principal das consultas regulares é avaliar a atividade da doença, eficácia e possíveis efeitos secundários do tratamento, de forma a obter o máximo benefício para o paciente. A frequência e o tipo de avaliação depende do tipo e gravidade da doença, bem como dos medicamentos administrados. Nas fases iniciais, as consultas e exames deverão ser frequentes e tornam-se menos frequentes, assim que doença estiver controlada.

Há várias formas de avaliar a atividade da vasculite. A observação pelos pais das alterações no estado de saúde de seu (sua) filho(a) e em alguns casos, os exames periódicos de urina e a medida da pressão arterial serão solicitados pelo médico. O exame clínico detalhado juntamente com a análise das queixas do seu(sua) filho(a), constitui uma parte importante da avaliação da atividade da doença. Exames de sangue e urina são efetuados para detectar a atividade da inflamação, alteração na função de orgãos e possíveis efeitos adversos de medicamentos. Com base no envolvimento individual dos orgãos, vários outros exames podem ser indicados por vários especialistas, incluindo os exames de imagem.

Quanto tempo duram estas doenças ?

As vasculites primárias raras têm longa duração, e o curso é relativamente imprevisível. Podem começar de forma aguda, frequentemente grave e muitas vezes se apresentam em situações críticas como no caso da obstrução de vasos sanguineos causando tromboses e infartos e dependendo da situação acometer órgãos vitais como o cérebro, os rins e os pulmões, podendo evoluir posteriormente para uma doença mais crônica.

Qual é a evolução a longo prazo (prognóstico) destas doenças?

O prognóstico das vasculites primárias raras é muito variável de indivíduo para indivíduo. Depende não só do tipo e extensão dos vasos envolvidos, mas provavelmente também do intervalo entre o início da doença e a instituição do tratamento e da resposta individual ao tratamento. O risco da lesão de um orgão relaciona-se com a duração da doença naquele órgão. A lesão de orgãos vitais pode ter consequências para toda a vida. Com o tratamento adequado, é possível controlar a atividade da doença (remissão clínica) em cerca de um ano. A remissão pode ser duradoura, mas frequentemente é necessário tratamento de manutenção crônico. Os períodos de remissão da doença podem ser interrompidos por reaparecimento da doença, que necessita neste caso de terapêutica mais intensiva. A doença não tratada apresenta risco de vida. Devido à sua raridade, os dados exatos sobre evolução a longo prazo são escassos.

Como é que estas doenças podem a vida diária da criança e da sua família?

O período inicial, quando a criança não está bem e o diagnóstico ainda está por ser feito , é habitualmente muito estressante para toda a família. Compreender a doença e o seu tratamento, ajuda os pais e a criança a lidarem com um diagnóstico muitas vezes desagradável, com os procedimentos e as visitas frequentes ao hospital. Quando a doença está sob controle, a vida rotineira retorna ao normal.

E a escola?
Assim que a doença esteja razoavelmente controlada, os pacientes serão encorajados a voltar à escola, dentro das suas possibilidades. É importante informar a escola sobre a condição da criança, para que isso seja levado em consideração.

E os esportes?
As crianças são encorajadas a tomar parte nas suas atividades esportivas favoritas, desde que a doença esteja controlada. As recomendações podem variar de acordo com as possibilidades de alteração funcional dos orgãos, incluindo músculos e articulações.

E a dieta?
Não há evidência que dietas especiais possam influenciar o curso ou o prognóstico da doença. Uma dieta saudável e equilibrada com quantidade suficiente de proteínas, cálcio e vitaminas é recomendada. Se estiver sob terapêutica com corticosteróides os doces, gorduras e sal devem ser limitados, na tentativa de minimizar os efeitos secundários dos esteróides.

O clima pode influenciar o curso da doença?
Não está estabelecido que o clima influencie o curso das doenças. Nos casos de alterações da circulação, sobretudo dos dedos das mãos e dos pés devido às vasculites, a exposição ao frio pode ser mais um fator para agravar a doença.

E as infecções e vacinação?
Algumas infecções podem ter uma pior evolução em indivíduos tratados com medicamentos imunossupressores. Em caso de contacto com portadores de varicela ou herpes zooster, deve se comunicar ao seu médico imediatamente para receber medicamentos antivirais ou imunoglobulina específica anti-vírus. O risco de infecções comuns pode ser um pouco mais elevado nas crianças em tratamento. Podem também desenvolver infecções atípicas com agentes que não afetam os indivíduos com o sistema imune inalterado pela doença. Antibióticos (co-trimoxazol) são administrados a longo prazo em alguns casos, para prevenir infecções pulmonares com um microorganismo chamado Pneumocystis, que pode ser uma complicação muito grave em pacientes imunossuprimidos.

Algumas vacinas (i.e. parotidite, sarampo, rubéola, poliomielite, tuberculose) devem ser adiadas em pacientes recebendo tratamentos imunossupressores.

E a vida sexual, gravidez e contracepção?
Nas adolescentes sexualmente ativas, a contracepção é importante, pois a maioria dos medicamentos utilizados pode causar problemas a um bebê em desenvolvimento. Há receio que alguns medicamentos (sobretudo a ciclofosfamida) possam apresentar risco de infertilidade para ambos os sexos. Isto depende sobretudo da dose total (cumulativa) do medicamento recebido durante o período de tratamento e ocorre menos frequentemente quando este é administrado a crianças ou adolescentes.

Aneurisma da Aorta Abdominal

do do Universo Ciência e Saúde

A Aorta é a artéria que recebe todo o sangue ejectado pelo ventrículo esquerdo do coração e é dela que têm origem todas as artérias que levam sangue arterial a todas as partes do corpo.

Inicia logo após a válvula aórtica do coração, desce do tórax para o abdómen junto à coluna. Ao nível que corresponde ao do umbigo, a aorta divide-se em duas artérias, as ilíacas, que levam o sangue para os membros inferiores.

Conforme vamos envelhecendo, envelhece também a parede das artérias, sob a forma de aterosclerose. A aterosclerose origina um espessamento da parede das artérias que pode resultar numa redução do calibre (estenose) até à oclusão total. Por vezes as artérias em vez de se estreitarem, dilatam e aumentam o seu calibre em mais de 50%, formando-se assim um aneurisma.

A localização mais frequente desta dilatação é na aorta abdominal, abaixo da saída das artérias que irrigam os rins. Raramente o Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA) dá sintomas. As pessoas magras poderão sentir uma pulsatilidade anormal no abdômen ao nível do umbigo. Frequentemente formam coágulos dentro dos aneurismas.

Estes coágulos podem obstruir completamente a aorta ou desprender e obstruir as artérias dos membros inferiores, provocando isquemia (falta de irrigação). O aneurisma pode ainda, se crescer muito, comprimir o intestino e as vias urinárias provocando dor abdominal ou lombar.

É frequente que os primeiros sintomas de um AAA surjam só quando este rompe. Dor na região dorsal e lombar, "suores frios", palidez, desmaio acompanhado de tensão arterial progressivamente baixa, são sinais de ruptura do aneurisma com perda de sangue para dentro do abdómen, e que muitas vezes são causa de morte súbita.

Quando um médico palpa o abdômen do doente poderá fazer o diagnóstico que será mais difícil em situação de aneurismas pequenos ou de obesidade abdominal. A ecografia abdominal confirmará o diagnóstico.

Pessoas com mais de 65 anos, fumantes, hipertensos, com colesterol alto, antecedentes familiares de AAA ou com doença das artérias dos membros inferiores, devem fazer uma ecografia de rastreio do AAA. A principal razão do tratamento do aneurisma é evitar a ruptura, que tem uma mortalidade operatória superior a 50%.

Aneurisma Cerebral

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

Um aneurisma cerebral,é uma protuberância anormal de um artéria no cérebro. È estimado que até uma em cada 15 pessoas desenvolva um aneurisma cerebral durante a sua vida.

O aneurisma cerebral muitas vezes é descoberto quando eles rompem, causando sangrando no cérebro ou o espaço que estreitamente rodeia o cérebro, chamado espaço subaracnóide, causando uma hemorragia subaracnóidea. A hemorragia subaracnóidea de um aneurisma cerebral rôto pode levar a um AVC hemorrágico severo, dano cerebral e morte.

Os passos principais do tratamento uma vez um aneurisma rompeu devem ser: cessar a hemorragia e dano potencial ao cérebro e reduzir o risco da repetição, isto é, de um re-sangramento. O aneurisma cerebral não roto muitas vezes é tratado para prevenir a ruptura.

A Incidência de Aneurismas Cerebrais

- Entre 0.5 a 3% de pessoas com um aneurisma cerebral podem sofrer de sangramento cerebral anualmente.
- Após a ruptura do aneurisma, 10 a 15% destes pacientes não sobreviverão até chegar ao hospital e mais de 50 por cento morrerão dentro de trinta primeiros dias depois da ruptura. Daqueles que sobrevivem, aproximadamente a metade sofre algum déficit neurológico permanente.
- O aneurisma cerebral pode ocorrer em pessoas de todas as idades, mas é o mais comumente descoberto naquelas entre 35 e 60 anos.
- As mulheres têm maior probabilidade de adquirir um aneurisma cerebral do que homens, com uma proporção de 3:2

O Desenvolvimento

A ruptura do aneurisma pode ocorrer durante toda a vida, mas é mais freqüente entre a quarta e quinta década de vida.Muitas pessoas nascem com aneurismas cerebrais, os chamados aneurismas congênitos os quais, ao longo da vida, podem aumentar e romper.

Existem fatores de risco como parentesco de sangue próximo ao de alguém que já teve aneurisma, principalmente irmãos. Outros fatores de risco são: hipertensão arterial, dislipidemias (alteração do colesterol e triglicerídeos), doenças do colágeno, diabete mélito (açúcar no sangue) e fumo.

Diagnóstico

Os pacientes com aneurisma cerebral não roto apresentam dificuldade de diagnóstico por parte do médico. Os aneurismas não rotos não dão dor de cabeça. Algumas vezes apresentam-se como pequenas isquemias cerebrais ou queda da pálpebra. O especialista experiente deverá solicitar uma angiografia cerebral digital ou uma angiografia por ressonância magnética. Somente nos aneurisma muito grandes podemos fazer diagnóstico dos mesmo com uma tomografia computadorizada do encéfalo.

O diagnóstico de suspeição é feito pela história que o paciente conta quando o aneurisma é roto. Muitas vezes o paciente já chega em coma ao hospital. Cabe ao médico solicitar uma tomografia computadorizada do encéfalo que deve demonstrar sangue no espaço subaracnóide ou hematoma cerebral (coágulo dentro do cérebro).

Caso a tomografia computadorizada seja normal e o paciente apresente rigidez de nuca o médico procede a uma punção lombar para ver se há sangue no líquido que banha o cérebro e a espinha, chamado de “líquor”. Nos pacientes com hemorragia por aneurisma cerebral o líquor - que é da cor da água - aparece avermelhado pelo sangue da hemorragia.

Tratamento

O tratamento dos aneurismas não rotos deve ser avaliado, pois o risco anual da ruptura de um aneurisma é de 1,25 %, ou seja, o paciente pode escolher um momento adequado para o seu tratamento junto com seu médico.

Já os aneurismas rotos apresentam-se como uma urgência médica e têm de ser tratados o mais breve possível, desde que as condições clínicas e neurológicas do paciente permitam.

Existem duas modalidades de tratamento:

- A microcirurgia vascular cerebral que consiste na colocação de um clipe metálico junto ao aneurisma e o tratamento endovascular que coloca um material metálico dentro do “saco” aneurismático.

- A técnica microcirúrgica já está consagrada com baixa mortalidade e seqüelas. O tratamento endovascular ainda apresenta dificuldades técnicas de materiais ainda não adequados.

Anemia por Carência de Vitamina B12

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

A Vitamina B12 é necessária para produzir uma quantidade adequada de células vermelhas do sangue na medula óssea. A Vitamina B12 só está disponível em comidas de origem animal (carne e produtos laticínios) ou é extraída de fungos (como o levedo da cerveja). A deficiência de Vitamina B12 é definida pelos baixos níveis de vitamina B12 armazenados no corpo que podem resultar em anemia - um número de hemácias (células vermelhas do sangue) abaixo do normal.

A deficiência de Vitamina B12 pode desenvolver pelas seguintes razões:

- Ausência de fator intrínseco, também chamada anemia perniciosa – O fator intrínseco é uma proteína segregada por células do revestimento do estômago. O fator intrínseco prende-se à vitamina B12 e vai aos intestinos para ser absorvido. Uma ausência de fator intrínseco é a causa mais comum de anemia perniciosa, e faz com que o revestimento do estômago tipicamente se encolha (atrofia). Esta condição é vista freqüentemente em pessoas mais velhas de descendência negra ou do norte da Europa. Nestas pessoas, a anemia perniciosa se desenvolve acima dos 60 anos de idade. Em crianças, os níveis diminuídos de fator intrínseco podem ser uma condição herdada (genética). Quando isto acontece, os baixos níveis de fator intrínseco produzem sintomas de anemia perniciosa juvenil em crianças abaixo dos 10 anos de idade. A anemia perniciosa acontece mais freqüentemente em pessoas que já têm doenças ligadas a anormalidades do sistema imunológico, como a Doença de Graves, o Hipotireoidismo (baixo funcionamento da glândula tiróide), a Tireoidite (inflamação da tiróide), o Vitiligo e a Doença de Addison (insuficiência da supra-renal).

- Remoção do estômago - A deficiência de Vitamina B12 pode desenvolver em pessoas que fizeram cirurgia para remover parte ou todo o estômago (gastrectomia).

- Supercrescimento de bactérias - Algumas pessoas desenvolvem deficiência de Vitamina B12 como resultado de condições que reduzem a velocidade do movimento dos alimentos nos intestinos (diabetes, esclerodermia, estenoses e diverticulose), permitindo que bactérias intestinais se multipliquem e cresçam demais na parte superior do intestino delgado. Estas bactérias roubam vitamina B12 para seu próprio uso, ao invés de permitir que ela seja absorvida pelo corpo.

- Deficiência dietética - Vegetarianos rígidos que nunca comem carne, peixe, ovos ou produtos laticínios podem desenvolver deficiência de Vitamina B12 porque eles têm falta de vitamina B12 em sua dieta. Em pacientes com bulimia ou anorexia nervosa, a deficiência de vitamina B12 também pode estar relacionada a dieta. Porém, o fígado pode armazenar vitamina B12 por até cinco anos, assim é raro a dieta causar esta anemia.

Quadro Clínico

Os sintomas tendem a desenvolver lentamente e podem não ser reconhecidos imediatamente. Como problema piora com o tempo, os sintomas comuns incluem:

- Fraqueza e cansaço,
- Tonturas e vertigens,
- Palpitações e taquicardia (batidas rápidas do coração),
- Dispnéia (falta de ar),
- Língua dolorosa com aspecto avermelhado e carnoso,
- Náuseas,
- Falta de apetite,
- Perda de peso,
- Diarréia,
- Icterícia (cor amarelada da pele e olhos).

Se os baixos níveis de vitamina B12 permanecerem por muito tempo, a condição também pode conduzir ao dano irreversível das células nervosas que podem causar os seguintes sintomas:

- Formigamento nas mãos e nos pés,
- Dificuldade para caminhar,
- Fraqueza muscular,
- Irritabilidade,
- Perda de memória,
- Demência,
- Depressão,
- Psicose.

Diagnóstico

O médico irá colher uma história clínica incluindo perguntas sobre a dieta e sobre qualquer antecedente familiar de anemia. Ele também revisará outros problemas clínicos tais como diabetes, desordens imunes, ou cirúrgicos como uma remoção do estômago que pode levar à deficiência de vitamina B12.

O médico pode suspeitar de uma deficiência de Vitamina B12 baseado somente no exame clínico.

Para confirmar o diagnóstico, ele fará um exame físico sucinto e solicitará exames de laboratório. Durante o exame físico, ele irá checar se a língua está vermelha e grossa, se a pele está pálida ou amarelada, se o pulso está rápido e se o coração tem ruídos diferentes, resultando do aumento na demanda do fluxo de sangue no coração relacionado à anemia.

Os exames de laboratório incluirão:

- Hemograma completo para medir o nível de hemácias no sangue e seu aparecimento - Na deficiência de Vitamina B12, as células vermelhas do sangue são extraordinariamente grandes e parecem anormais.

- Exames para medir os níveis de vitamina B12 no sangue - Os níveis de ferro e de folato também podem ser medidos para descartar a deficiência destes nutrientes.

- Exame de sangue para medir os níveis de ácido metilmalônico - Os níveis de ácido metilmalônico no sangue estão aumentados quando uma pessoa tem deficiência de vitamina B12.

- Exames de sangue para detectar anticorpos de fator intrínseco – O médico pode solicitar exames especiais para dosar os níveis de anticorpos e concluir se o paciente tem anemia perniciosa. A maioria das pessoas que tem falta de fator intrínseco no estômago tem estes anticorpos no sangue.

- Biópsia de medula óssea - Ocasionalmente, uma biópsia de medula óssea é feita para ajudar a confirmar o diagnóstico. Neste procedimento, uma pequena amostra de medula óssea é colhida inserindo uma agulha no osso da bacia debaixo da cintura em qualquer dos lados. A amostra da medula óssea é examinada no laboratório para procurar outras causas de anemia e anormalidades nas hemácias.

Prevenção

Para prevenir a deficiência de Vitamina B12, pessoas essencialmente vegetarianas devem ingerir quantidades adequadas de vitamina B12 para compensar a escassez em sua dieta.

Para pessoas que não podem absorver vitamina B12, a condição não pode ser prevenida. Porém, uma vez diagnosticada, injeções regulares de vitamina B12 impedirão que os sintomas se devolvam.

Tratamento

O tratamento para esta condição envolve a reposição da vitamina B12 em falta. Pessoas que não podem absorver vitamina B12 precisam de injeções regulares. A resposta normalmente é obtida dentro de 48 a 72 horas, com produção de novas células vermelhas do sangue. Uma vez as reservas de vitamina B12 alcancem níveis normais, as injeções de vitamina B12 serão necessárias a cada um ou três meses para impedir que os sintomas se desenvolvam. Pessoas que não podem absorver vitamina B12 devem continuar a ingerir uma dieta balanceada que supra outros nutrientes (ácido fólico, ferro e vitamina C) necessários para produzir células do sangue saudáveis. Às vezes as pessoas podem tomar altas doses de vitamina B12 por via oral para suprir a reposição, em vez de tomar injeções, mas o médico deve supervisionar isto de perto.

Em pessoas cuja deficiência de Vitamina B12 está relacionada ao supercrescimento de bactérias intestinais, o tratamento com antibióticos orais pode interromper o supercrescimento bacteriano e pode permitir a absorção de vitamina B12 voltar ao normal.

A deficiência de Vitamina B12 resultante da ingestão inadequada na dieta é a mais fácil de tratar. A condição pode ser invertida tomando vitamina B12 por via oral e adicionando comidas que contêm Vitamina B12.

Quando a anemia é severa e a contagem de hemácias no sangue é extremamente baixa, transfusões de sangue podem ser necessárias para os primeiros dias até que as injeções de vitamina B12 comecem a funcionar.

Médico Ideal

Marque uma consulta com um clínico geral ou com um hematologista (médico que cuida dos problemas do sangue) se você experimentar uma fadiga inexplicada, palpitações, falta de ar, língua dolorosa ou qualquer outro sintoma da deficiência de Vitamina B12. Isto é especialmente importante se você for vegetariano, ter mais de 50 anos de idade, ser de descendência negra ou do norte da Europa, ter diabetes, ter uma desordem auto-imune ou ter feito uma gastrectomia (estômago removido).

Prognóstico

A perspectiva é excelente porque esta forma de anemia responde bem ao tratamento. Porém, é possível que a lesão das células nervosas seja permanente. Alguns danos residuais ao sistema nervoso podem permanecer nas pessoas que buscam tratamento tardio para a doença.


Serviço:
Hospital Policlin

Anemia por carência de ferro

do do Universo Ciência e Saúde

O organismo recicla o ferro: quando os glóbulos vermelhos morrem, o ferro presente neles volta à medula óssea para ser reutilizado na formação de novos glóbulos vermelhos. O corpo perde importantes quantidades de ferro quando se perdem grandes quantidades de glóbulos vermelhos durante uma hemorragia. O défice de ferro é uma das causas mais frequentes de anemia. Nos adultos, este défice deve essencialmente à hemorragia, enquanto nos bebés e crianças, que precisam de mais ferro por estarem em idade de crescimento, a causa principal deste défice é uma dieta pobre em ferro. Nas mulheres durante a pós-menopausa e nos homens, o défice de ferro indica habitualmente uma perda de sangue pelo aparelho gastrointestinal. A hemorragia menstrual pode causar défice de ferro em mulheres durante o período pré-menopáusico. Habitualmente o ferro contido numa dieta considerada normal não pode compensar a perda do mesmo por uma hemorragia crónica, já que o corpo tem uma reserva muito pequena de ferro. Por conseguinte, o ferro perdido deve ser reconstituído com suplementos.

As mulheres grávidas tomam suplementos de ferro porque o feto em desenvolvimento consome grandes quantidades deste elemento.

Nos países desenvolvidos, a dieta média contém aproximadamente 6 mg de ferro por cada 1000 calorias de alimento, pelo que a pessoa consome uma média de 10 mg a 12 mg de ferro por dia. Muitos alimentos contêm ferro, mas a carne é a sua melhor fonte. As fibras vegetais, os fosfatos, o farelo e os antiácidos diminuem a absorção do ferro ao uniram-se a este. A vitamina C (ácido ascórbico) pode aumentar a absorção do ferro. O corpo absorve de 1 mg a 2 mg de ferro diariamente por meio dos alimentos, que é praticamente igual à quantidade que o corpo perde normalmente todos os dias.

Sintomas

A anemia pode chegar a causar fadiga, falta de ar, incapacidade para fazer exercício e outros sintomas. O défice de ferro pode produzir os seus próprios sintomas, como a malacia (apetência por elementos não alimentícios como gelo, terra ou amido puro), a inflamação da língua (glossite) e cortes nas comissuras da boca (queilose) e nas unhas, que se deformam, adoptando uma forma semelhante a colheres (coiloníquia).

Diagnóstico

Para diagnosticar uma anemia efetuam-se análises de sangue e também provas para detectar o défice de ferro. No sangue, determinam-se os valores do ferro e da transferrina (proteína que transporta o ferro quando ele não se encontra nos glóbulos vermelhos) e comparam entre si. Se menos de 10 % da transferrina se encontrar saturada com ferro, é provável que exista um défice de ferro.

Contudo, a análise mais sensível para detectar o défice deste é a avaliação da quantidade de ferritina (proteína que armazena o ferro). Um valor baixo da ferritina indica um défice de ferro; contudo, por vezes detectar um défice de ferro apesar de os valores de ferritina serem normais, porque estes podem aumentar artificialmente devido a uma lesão do fígado, uma inflamação, uma infecção ou um câncer.

Em alguns casos, são precisas análises mais sofisticadas para se chegar ao diagnóstico. A análise mais específica é um exame das células da medula óssea no qual se examina ao microscópio uma amostra destas células para determinar o seu conteúdo em ferro.

Tratamento

Sendo a hemorragia excessiva a causa mais frequente do défice de ferro, o primeiro passo é localizar a sua origem e deter a hemorragia. Os medicamentos ou a cirurgia podem ser necessários para controlar a hemorragia menstrual excessiva, para tratar uma úlcera sangrante, para ressecar um pólipo do cólon ou para tratar uma hemorragia renal.

Habitualmente, o tratamento inclui a reposição do ferro perdido. A maioria dos comprimidos de ferro contém sulfato ferroso, gluconato férrico ou um polissacárido. Esses comprimidos são melhor absorvidos quando se ingerem 30 minutos antes das refeições.

Em geral, um comprimido de ferro por dia é suficiente, mas por vezes são precisos dois. Sendo limitada a capacidade do intestino para absorver ferro, é um desperdício dar doses maiores, que, além disso, podem causar indigestão e prisão de ventre. O ferro quase sempre escurece as fezes (um efeito secundário normal e não prejudicial).

A correção da anemia por défice de ferro com suplementos deste metal demora entre 3 e 6 semanas, mesmo depois de a hemorragia ter cessado. Depois de corrigida a anemia, o indivíduo deve continuar a tomar suplementos de ferro durante 6 meses para repor as reservas do corpo. Efetuam análises de sangue de forma periódica para garantir que o suplemento de ferro ingerido é suficiente e que a perda de sangue foi estancada.

Como se desenvolve a anemia por deficiência de ferro
A anemia por carência de ferro normalmente manifesta-se de forma gradual, por etapas. Os sintomas aparecem nas fases mais avançadas.

Fase 1
A perda de ferro excede o ingerido, desgastando as reservas de ferro, em particular as da medula óssea. Os valores de ferritina do sangue (proteína que armazena ferro) diminuem de forma progressiva.

Fase 2
Como as reservas de ferro esgotadas não cumprem com as necessidades dos glóbulos vermelhos em desenvolvimento, produzem menos glóbulos vermelhos.

Fase 3
A anemia começa a desenvolver No princípio desta fase, os glóbulos vermelhos parecem normais, mas o seu número é menor. Diminuem os valores de hemoglobina e de hematócrito.

Fase 4
A medula óssea tenta compensar a falta de ferro acelerando a divisão celular e produzindo glóbulos vermelhos muito pequenos (microcíticos), típicos da anemia por défice de ferro.

Fase 5
À medida que a deficiência de ferro e a anemia se intensificam, podem aparecer sintomas de défice de ferro e pioram os da anemia.

O ferro por via injetável emprega pouco e usa nas pessoas que não toleram os comprimidos ou nas que continuam sangrando muito. Independentemente da forma de administração do ferro, quer seja em comprimidos, quer em injeções, o tempo para recuperação da anemia é o mesmo.
 
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