Aleitamento Materno: Orientações Médicas

do do Universo Ciência e Saúde

- Proporciona uma nutrição superior e um ótimo crescimento;

- Fornece água adequada para hidratação;

- Protege contra infecções e alergias;

- Favorece o vínculo afetivo e o desenvolvimento.

Vantagens do aleitamento materno para a mãe

- Protege a saúde da mãe;

- Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal reduzindo o risco de hemorragia;

- Reduz o risco de câncer de mama e de ovário;

- Ajuda a retardar uma nova gravidez.

Anorexia Nervosa

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociedade. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica. Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica.

As Causas

Não se conhecem as causas fundamentais da Anorexia Nervosa. Existe evidências como causa a interação sociocultural mal adaptada, fatores biológicos, mecanismos psicológicos menos específicos e especial vulnerabilidade de personalidade.

Aspectos biológicos incluem as alterações hormonais que ocorrem durante a puberdade e as disfunções de neurotransmissores cerebrais, tais como a dopamina, a serotonina, a noradrenalina e dos peptídeos opióides, sabidamente ligados à regulação normal do comportamento alimentar e manutenção do peso, além dos aspectos genéticos.

Vários trabalhos apontam para uma predisposição genética no desenvolvimento da anorexia. Estudos demonstram uma taxa de concordância muito maior em gêmeos monozigóticos em comparação com gêmeos dizigóticos (56% contra 5%). Parentes de primeiro grau de pacientes com anorexia exibem um risco de aproximadamente 8 vezes maior de apresentar a doença do que a população geral.

Os modelos de sistemas familiares procuram identificar determinados padrões de funcionamento familiar alterado, por exemplo, minimização de conflitos, envolvimentos da criança em tensões familiares, pais ausentes, mães que competem com as filhas, etc. Porém, estes fatores hoje são vistos mais como mantenedores do comportamento do que como causais.

Em cerca de um terço dos pacientes ocorre Abuso ou Dependência de Substâncias, particularmente envolvendo álcool e estimulantes. O uso de estimulantes freqüentemente começa na tentativa de controlar o apetite e o peso. É provável que 30 a 50% dos pacientes também tenham características de personalidade que satisfaçam os critérios para um ou mais Transtornos da Personalidade (mais freqüentemente Transtorno da Personalidade Borderline).

Coisas que Acontecem

- Recusa em manter o peso normal para a idade e altura
- Medo intenso de aumentar de peso ou ficar obeso, mesmo quando existe diminuição de peso.
- Perturbação no modo como é vivido o peso e a forma corporais, influência desadequada do peso e da forma do corpo na avaliação do próprio, ou negação da gravidade do baixo peso actual.
- Amenorreia (durante três ciclos consecutivos).

Tipos Clinicos

- Tipo restritivo: Durante o episódio de anorexia nervosa, o sujeito não recorre a comportamentos de ingestão compulsiva ou purgativos.
- Tipo Ingestão Compulsiva / Purgativo: Durante o episódio de anorexia nervosa, o sujeito recorre regularmente a comportamentos de ingestão compulsiva ou purgativos, como por exemplo, vómitos, laxantes ou diuréticos.

Principais Sintomas

- Perda de peso
- Amenorreia
- Enfartamento, sensação de distenção abdominal, dor abdominal, obstipação
- Intolerância ao frio
- Cefaleias, tonturas, astenia
- Hiperactividade, apatia

Complicações Médicas

- Gastrointestinais
- Cardiovasculares
- Renais
- Neurológicos
- Hematológicos
- Endócrinos
- Ósseos
- Atraso de crescimento

As Vasculites Sistêmicas Raras Primárias

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O que significam?
Vasculite significa inflamação de vasos sanguíneos. As Vasculites abrangem um grande grupo de doenças. Vasculite primária significa que o vaso sanguíneo é o alvo principal da doença. O nome e a classificação das vasculites depende principalmente do tamanho e tipo de vasos sanguíneos envolvidos.

Qual a sua frequência?
Algumas das vasculites primárias são doenças pediátricas frequentes (por exemplo a púrpura Henoch-Schönlein ou a doença de Kawasaki) enquanto outras doenças, descritas a seguir, são raras e a sua frequência exata é desconhecida.

Quais são as causas da doença? É hereditária? É contagiosa? Pode ser prevenida?
As doenças deste grupo habitualmente não afetam os membros da mesma família. Na maioria dos casos, o paciente é o único indivíduo afetado, sendo muito pouco provável que irmãos tenham a mesma doença. É mais provável que a combinação de diferentes fatores desempenhe um papel na ocorrência da doença. Acredita que vários genes, infecções e fatores ambientais possam ser importantes para o desenvolvimento da doença. Estas doenças não são contagiosas e não podem ser prevenidas.

O que acontece aos vasos sanguíneos nas vasculites?
A parede dos vasos sanguíneos é atacada pelo sistema imune/inflamatório do organismo. A camada interna do vaso desempenha um papel principal. Em condições saudáveis esta camada interna permite que o fluxo sanguíneo seja normal. Se a parede do vaso for lesada ou inflamada, começam a formar coágulos sanguíneos dentro do vaso, causando a sua estenose ou oclusão.

As células inflamatórias dentro dos vasos atravessam, a partir da corrente sanguínea, a parede do vasos, causando lesão ao vaso e ao tecido circundante. A própria parede também se torna mais “fraca” e permeável, permitindo o extravasamento de líquidos nos tecidos circundantes, causando inchaço.

A biópsia no local afetado indica a presença de inflamação nas paredes dos vasos com um grau variável de destruição. As alterações da forma das artérias são detectáveis por angiografia (a radiografia que permite identificar os vasos sanguíneos).

A diminuição do aporte sanguíneo através dos vasos estreitados ou obstruídos ou, menos frequentemente, a ruptura dos vasos com hemorragia, podem causar lesão. O envolvimento de vasos que suprem orgãos vitais como o cérebro ou o coração, pode ser um problema muito grave. A vasculite generalizada (sistêmica) é habitualmente acompanhada por sintomas como febre, cansaço e também alterações nos exames laboratoriais que detectam inflamação (VHS, PCR).

Quais são os sintomas principais?
Os sintomas da doença variam de acordo com o tipo de vaso envolvido e com a gravidade do envolvimento de orgão e serão descritos em maior detalhe para três doenças diferentes: Poliarterite nodosa, Arterite de Takayasu e Granulomatose de Wegener.

Como são diagnosticadas?
O diagnóstico de vasculites raramente é direto. Os sintomas podem assemelhar-se a outras doenças pediátricas, mais comuns. O diagnóstico se baseia na avaliação dos sintomas clínicos por um especialista juntamente com os resultados dos exames de sangue e urina e os exames de imagem (como ecografias, radiografias, tomografia, ressonância nuclear magnética ou angiografia) e, quando apropriado, confirmado pelos achados na biópsia dos tecidos. Devido à raridade destas doenças, é frequentemente necessário transferir a criança para um centro de referência em reumatologia pediátrica e com outras subespecialidades pediátricas, incluindo um bom serviço de radiologia.

Podem ser tratadas?
Sim, as vasculites podem ser tratadas. Na maioria dos casos, e nos pacientes tratados corretamente, consegue-se controlar a doença.

Quais são os tratamentos?
O tratamento das vasculites é complexo e de longa duração. O objetivo principal é controlar a doença o mais rapidamente possível (terapêutica de indução) e manter o controle a longo prazo (terapêutica de manutenção) ao mesmo tempo evitando efeitos adversos desnecessários.

Os corticosteróides provaram ser os mais eficazes em combinação com medicamentos imunossupressores (ciclofosfamida) a controlar a doença. Os medicamentos utilizados no tratamento incluem a azatioprina, metotrexate e ciclosporina A, conjuntamente com uma dose baixa de prednisona. Vários outros medicamentos também se mostraram úteis para suprimir a ativação do sistema imunológico e a combater a inflamação. São escolhidas numa base estritamente individualizada, habitualmente quando os outros medicamentos mais comuns, falharam. Incluem os agentes biológicos (por exemplo medicamentos anti-TNF), colchicina e talidomida.

No tratamento prolongado com corticosteróides, a osteoporose pode ser prevenida usando medicamentos contendo cálcio e vitamina D. Os medicamentos que previnem as tromboses e oclusão de vasos sanguíneos podem ser prescritos (aspirina em dose baixa) e, em casos de hipertensão arterial, também medicamentos para controle da pressão arterial.

A fisioterapia pode ser necessária para melhorar a as alterações musculo-esqueléticas. Pode ser necessário apoio psicológico e social para o paciente e para a sua família.

São necessárias consultas regulares e exames?

O objetivo principal das consultas regulares é avaliar a atividade da doença, eficácia e possíveis efeitos secundários do tratamento, de forma a obter o máximo benefício para o paciente. A frequência e o tipo de avaliação depende do tipo e gravidade da doença, bem como dos medicamentos administrados. Nas fases iniciais, as consultas e exames deverão ser frequentes e tornam-se menos frequentes, assim que doença estiver controlada.

Há várias formas de avaliar a atividade da vasculite. A observação pelos pais das alterações no estado de saúde de seu (sua) filho(a) e em alguns casos, os exames periódicos de urina e a medida da pressão arterial serão solicitados pelo médico. O exame clínico detalhado juntamente com a análise das queixas do seu(sua) filho(a), constitui uma parte importante da avaliação da atividade da doença. Exames de sangue e urina são efetuados para detectar a atividade da inflamação, alteração na função de orgãos e possíveis efeitos adversos de medicamentos. Com base no envolvimento individual dos orgãos, vários outros exames podem ser indicados por vários especialistas, incluindo os exames de imagem.

Quanto tempo duram estas doenças ?

As vasculites primárias raras têm longa duração, e o curso é relativamente imprevisível. Podem começar de forma aguda, frequentemente grave e muitas vezes se apresentam em situações críticas como no caso da obstrução de vasos sanguineos causando tromboses e infartos e dependendo da situação acometer órgãos vitais como o cérebro, os rins e os pulmões, podendo evoluir posteriormente para uma doença mais crônica.

Qual é a evolução a longo prazo (prognóstico) destas doenças?

O prognóstico das vasculites primárias raras é muito variável de indivíduo para indivíduo. Depende não só do tipo e extensão dos vasos envolvidos, mas provavelmente também do intervalo entre o início da doença e a instituição do tratamento e da resposta individual ao tratamento. O risco da lesão de um orgão relaciona-se com a duração da doença naquele órgão. A lesão de orgãos vitais pode ter consequências para toda a vida. Com o tratamento adequado, é possível controlar a atividade da doença (remissão clínica) em cerca de um ano. A remissão pode ser duradoura, mas frequentemente é necessário tratamento de manutenção crônico. Os períodos de remissão da doença podem ser interrompidos por reaparecimento da doença, que necessita neste caso de terapêutica mais intensiva. A doença não tratada apresenta risco de vida. Devido à sua raridade, os dados exatos sobre evolução a longo prazo são escassos.

Como é que estas doenças podem a vida diária da criança e da sua família?

O período inicial, quando a criança não está bem e o diagnóstico ainda está por ser feito , é habitualmente muito estressante para toda a família. Compreender a doença e o seu tratamento, ajuda os pais e a criança a lidarem com um diagnóstico muitas vezes desagradável, com os procedimentos e as visitas frequentes ao hospital. Quando a doença está sob controle, a vida rotineira retorna ao normal.

E a escola?
Assim que a doença esteja razoavelmente controlada, os pacientes serão encorajados a voltar à escola, dentro das suas possibilidades. É importante informar a escola sobre a condição da criança, para que isso seja levado em consideração.

E os esportes?
As crianças são encorajadas a tomar parte nas suas atividades esportivas favoritas, desde que a doença esteja controlada. As recomendações podem variar de acordo com as possibilidades de alteração funcional dos orgãos, incluindo músculos e articulações.

E a dieta?
Não há evidência que dietas especiais possam influenciar o curso ou o prognóstico da doença. Uma dieta saudável e equilibrada com quantidade suficiente de proteínas, cálcio e vitaminas é recomendada. Se estiver sob terapêutica com corticosteróides os doces, gorduras e sal devem ser limitados, na tentativa de minimizar os efeitos secundários dos esteróides.

O clima pode influenciar o curso da doença?
Não está estabelecido que o clima influencie o curso das doenças. Nos casos de alterações da circulação, sobretudo dos dedos das mãos e dos pés devido às vasculites, a exposição ao frio pode ser mais um fator para agravar a doença.

E as infecções e vacinação?
Algumas infecções podem ter uma pior evolução em indivíduos tratados com medicamentos imunossupressores. Em caso de contacto com portadores de varicela ou herpes zooster, deve se comunicar ao seu médico imediatamente para receber medicamentos antivirais ou imunoglobulina específica anti-vírus. O risco de infecções comuns pode ser um pouco mais elevado nas crianças em tratamento. Podem também desenvolver infecções atípicas com agentes que não afetam os indivíduos com o sistema imune inalterado pela doença. Antibióticos (co-trimoxazol) são administrados a longo prazo em alguns casos, para prevenir infecções pulmonares com um microorganismo chamado Pneumocystis, que pode ser uma complicação muito grave em pacientes imunossuprimidos.

Algumas vacinas (i.e. parotidite, sarampo, rubéola, poliomielite, tuberculose) devem ser adiadas em pacientes recebendo tratamentos imunossupressores.

E a vida sexual, gravidez e contracepção?
Nas adolescentes sexualmente ativas, a contracepção é importante, pois a maioria dos medicamentos utilizados pode causar problemas a um bebê em desenvolvimento. Há receio que alguns medicamentos (sobretudo a ciclofosfamida) possam apresentar risco de infertilidade para ambos os sexos. Isto depende sobretudo da dose total (cumulativa) do medicamento recebido durante o período de tratamento e ocorre menos frequentemente quando este é administrado a crianças ou adolescentes.

Aneurisma da Aorta Abdominal

do do Universo Ciência e Saúde

A Aorta é a artéria que recebe todo o sangue ejectado pelo ventrículo esquerdo do coração e é dela que têm origem todas as artérias que levam sangue arterial a todas as partes do corpo.

Inicia logo após a válvula aórtica do coração, desce do tórax para o abdómen junto à coluna. Ao nível que corresponde ao do umbigo, a aorta divide-se em duas artérias, as ilíacas, que levam o sangue para os membros inferiores.

Conforme vamos envelhecendo, envelhece também a parede das artérias, sob a forma de aterosclerose. A aterosclerose origina um espessamento da parede das artérias que pode resultar numa redução do calibre (estenose) até à oclusão total. Por vezes as artérias em vez de se estreitarem, dilatam e aumentam o seu calibre em mais de 50%, formando-se assim um aneurisma.

A localização mais frequente desta dilatação é na aorta abdominal, abaixo da saída das artérias que irrigam os rins. Raramente o Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA) dá sintomas. As pessoas magras poderão sentir uma pulsatilidade anormal no abdômen ao nível do umbigo. Frequentemente formam coágulos dentro dos aneurismas.

Estes coágulos podem obstruir completamente a aorta ou desprender e obstruir as artérias dos membros inferiores, provocando isquemia (falta de irrigação). O aneurisma pode ainda, se crescer muito, comprimir o intestino e as vias urinárias provocando dor abdominal ou lombar.

É frequente que os primeiros sintomas de um AAA surjam só quando este rompe. Dor na região dorsal e lombar, "suores frios", palidez, desmaio acompanhado de tensão arterial progressivamente baixa, são sinais de ruptura do aneurisma com perda de sangue para dentro do abdómen, e que muitas vezes são causa de morte súbita.

Quando um médico palpa o abdômen do doente poderá fazer o diagnóstico que será mais difícil em situação de aneurismas pequenos ou de obesidade abdominal. A ecografia abdominal confirmará o diagnóstico.

Pessoas com mais de 65 anos, fumantes, hipertensos, com colesterol alto, antecedentes familiares de AAA ou com doença das artérias dos membros inferiores, devem fazer uma ecografia de rastreio do AAA. A principal razão do tratamento do aneurisma é evitar a ruptura, que tem uma mortalidade operatória superior a 50%.

Aneurisma Cerebral

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

Um aneurisma cerebral,é uma protuberância anormal de um artéria no cérebro. È estimado que até uma em cada 15 pessoas desenvolva um aneurisma cerebral durante a sua vida.

O aneurisma cerebral muitas vezes é descoberto quando eles rompem, causando sangrando no cérebro ou o espaço que estreitamente rodeia o cérebro, chamado espaço subaracnóide, causando uma hemorragia subaracnóidea. A hemorragia subaracnóidea de um aneurisma cerebral rôto pode levar a um AVC hemorrágico severo, dano cerebral e morte.

Os passos principais do tratamento uma vez um aneurisma rompeu devem ser: cessar a hemorragia e dano potencial ao cérebro e reduzir o risco da repetição, isto é, de um re-sangramento. O aneurisma cerebral não roto muitas vezes é tratado para prevenir a ruptura.

A Incidência de Aneurismas Cerebrais

- Entre 0.5 a 3% de pessoas com um aneurisma cerebral podem sofrer de sangramento cerebral anualmente.
- Após a ruptura do aneurisma, 10 a 15% destes pacientes não sobreviverão até chegar ao hospital e mais de 50 por cento morrerão dentro de trinta primeiros dias depois da ruptura. Daqueles que sobrevivem, aproximadamente a metade sofre algum déficit neurológico permanente.
- O aneurisma cerebral pode ocorrer em pessoas de todas as idades, mas é o mais comumente descoberto naquelas entre 35 e 60 anos.
- As mulheres têm maior probabilidade de adquirir um aneurisma cerebral do que homens, com uma proporção de 3:2

O Desenvolvimento

A ruptura do aneurisma pode ocorrer durante toda a vida, mas é mais freqüente entre a quarta e quinta década de vida.Muitas pessoas nascem com aneurismas cerebrais, os chamados aneurismas congênitos os quais, ao longo da vida, podem aumentar e romper.

Existem fatores de risco como parentesco de sangue próximo ao de alguém que já teve aneurisma, principalmente irmãos. Outros fatores de risco são: hipertensão arterial, dislipidemias (alteração do colesterol e triglicerídeos), doenças do colágeno, diabete mélito (açúcar no sangue) e fumo.

Diagnóstico

Os pacientes com aneurisma cerebral não roto apresentam dificuldade de diagnóstico por parte do médico. Os aneurismas não rotos não dão dor de cabeça. Algumas vezes apresentam-se como pequenas isquemias cerebrais ou queda da pálpebra. O especialista experiente deverá solicitar uma angiografia cerebral digital ou uma angiografia por ressonância magnética. Somente nos aneurisma muito grandes podemos fazer diagnóstico dos mesmo com uma tomografia computadorizada do encéfalo.

O diagnóstico de suspeição é feito pela história que o paciente conta quando o aneurisma é roto. Muitas vezes o paciente já chega em coma ao hospital. Cabe ao médico solicitar uma tomografia computadorizada do encéfalo que deve demonstrar sangue no espaço subaracnóide ou hematoma cerebral (coágulo dentro do cérebro).

Caso a tomografia computadorizada seja normal e o paciente apresente rigidez de nuca o médico procede a uma punção lombar para ver se há sangue no líquido que banha o cérebro e a espinha, chamado de “líquor”. Nos pacientes com hemorragia por aneurisma cerebral o líquor - que é da cor da água - aparece avermelhado pelo sangue da hemorragia.

Tratamento

O tratamento dos aneurismas não rotos deve ser avaliado, pois o risco anual da ruptura de um aneurisma é de 1,25 %, ou seja, o paciente pode escolher um momento adequado para o seu tratamento junto com seu médico.

Já os aneurismas rotos apresentam-se como uma urgência médica e têm de ser tratados o mais breve possível, desde que as condições clínicas e neurológicas do paciente permitam.

Existem duas modalidades de tratamento:

- A microcirurgia vascular cerebral que consiste na colocação de um clipe metálico junto ao aneurisma e o tratamento endovascular que coloca um material metálico dentro do “saco” aneurismático.

- A técnica microcirúrgica já está consagrada com baixa mortalidade e seqüelas. O tratamento endovascular ainda apresenta dificuldades técnicas de materiais ainda não adequados.

Anemia por Carência de Vitamina B12

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

A Vitamina B12 é necessária para produzir uma quantidade adequada de células vermelhas do sangue na medula óssea. A Vitamina B12 só está disponível em comidas de origem animal (carne e produtos laticínios) ou é extraída de fungos (como o levedo da cerveja). A deficiência de Vitamina B12 é definida pelos baixos níveis de vitamina B12 armazenados no corpo que podem resultar em anemia - um número de hemácias (células vermelhas do sangue) abaixo do normal.

A deficiência de Vitamina B12 pode desenvolver pelas seguintes razões:

- Ausência de fator intrínseco, também chamada anemia perniciosa – O fator intrínseco é uma proteína segregada por células do revestimento do estômago. O fator intrínseco prende-se à vitamina B12 e vai aos intestinos para ser absorvido. Uma ausência de fator intrínseco é a causa mais comum de anemia perniciosa, e faz com que o revestimento do estômago tipicamente se encolha (atrofia). Esta condição é vista freqüentemente em pessoas mais velhas de descendência negra ou do norte da Europa. Nestas pessoas, a anemia perniciosa se desenvolve acima dos 60 anos de idade. Em crianças, os níveis diminuídos de fator intrínseco podem ser uma condição herdada (genética). Quando isto acontece, os baixos níveis de fator intrínseco produzem sintomas de anemia perniciosa juvenil em crianças abaixo dos 10 anos de idade. A anemia perniciosa acontece mais freqüentemente em pessoas que já têm doenças ligadas a anormalidades do sistema imunológico, como a Doença de Graves, o Hipotireoidismo (baixo funcionamento da glândula tiróide), a Tireoidite (inflamação da tiróide), o Vitiligo e a Doença de Addison (insuficiência da supra-renal).

- Remoção do estômago - A deficiência de Vitamina B12 pode desenvolver em pessoas que fizeram cirurgia para remover parte ou todo o estômago (gastrectomia).

- Supercrescimento de bactérias - Algumas pessoas desenvolvem deficiência de Vitamina B12 como resultado de condições que reduzem a velocidade do movimento dos alimentos nos intestinos (diabetes, esclerodermia, estenoses e diverticulose), permitindo que bactérias intestinais se multipliquem e cresçam demais na parte superior do intestino delgado. Estas bactérias roubam vitamina B12 para seu próprio uso, ao invés de permitir que ela seja absorvida pelo corpo.

- Deficiência dietética - Vegetarianos rígidos que nunca comem carne, peixe, ovos ou produtos laticínios podem desenvolver deficiência de Vitamina B12 porque eles têm falta de vitamina B12 em sua dieta. Em pacientes com bulimia ou anorexia nervosa, a deficiência de vitamina B12 também pode estar relacionada a dieta. Porém, o fígado pode armazenar vitamina B12 por até cinco anos, assim é raro a dieta causar esta anemia.

Quadro Clínico

Os sintomas tendem a desenvolver lentamente e podem não ser reconhecidos imediatamente. Como problema piora com o tempo, os sintomas comuns incluem:

- Fraqueza e cansaço,
- Tonturas e vertigens,
- Palpitações e taquicardia (batidas rápidas do coração),
- Dispnéia (falta de ar),
- Língua dolorosa com aspecto avermelhado e carnoso,
- Náuseas,
- Falta de apetite,
- Perda de peso,
- Diarréia,
- Icterícia (cor amarelada da pele e olhos).

Se os baixos níveis de vitamina B12 permanecerem por muito tempo, a condição também pode conduzir ao dano irreversível das células nervosas que podem causar os seguintes sintomas:

- Formigamento nas mãos e nos pés,
- Dificuldade para caminhar,
- Fraqueza muscular,
- Irritabilidade,
- Perda de memória,
- Demência,
- Depressão,
- Psicose.

Diagnóstico

O médico irá colher uma história clínica incluindo perguntas sobre a dieta e sobre qualquer antecedente familiar de anemia. Ele também revisará outros problemas clínicos tais como diabetes, desordens imunes, ou cirúrgicos como uma remoção do estômago que pode levar à deficiência de vitamina B12.

O médico pode suspeitar de uma deficiência de Vitamina B12 baseado somente no exame clínico.

Para confirmar o diagnóstico, ele fará um exame físico sucinto e solicitará exames de laboratório. Durante o exame físico, ele irá checar se a língua está vermelha e grossa, se a pele está pálida ou amarelada, se o pulso está rápido e se o coração tem ruídos diferentes, resultando do aumento na demanda do fluxo de sangue no coração relacionado à anemia.

Os exames de laboratório incluirão:

- Hemograma completo para medir o nível de hemácias no sangue e seu aparecimento - Na deficiência de Vitamina B12, as células vermelhas do sangue são extraordinariamente grandes e parecem anormais.

- Exames para medir os níveis de vitamina B12 no sangue - Os níveis de ferro e de folato também podem ser medidos para descartar a deficiência destes nutrientes.

- Exame de sangue para medir os níveis de ácido metilmalônico - Os níveis de ácido metilmalônico no sangue estão aumentados quando uma pessoa tem deficiência de vitamina B12.

- Exames de sangue para detectar anticorpos de fator intrínseco – O médico pode solicitar exames especiais para dosar os níveis de anticorpos e concluir se o paciente tem anemia perniciosa. A maioria das pessoas que tem falta de fator intrínseco no estômago tem estes anticorpos no sangue.

- Biópsia de medula óssea - Ocasionalmente, uma biópsia de medula óssea é feita para ajudar a confirmar o diagnóstico. Neste procedimento, uma pequena amostra de medula óssea é colhida inserindo uma agulha no osso da bacia debaixo da cintura em qualquer dos lados. A amostra da medula óssea é examinada no laboratório para procurar outras causas de anemia e anormalidades nas hemácias.

Prevenção

Para prevenir a deficiência de Vitamina B12, pessoas essencialmente vegetarianas devem ingerir quantidades adequadas de vitamina B12 para compensar a escassez em sua dieta.

Para pessoas que não podem absorver vitamina B12, a condição não pode ser prevenida. Porém, uma vez diagnosticada, injeções regulares de vitamina B12 impedirão que os sintomas se devolvam.

Tratamento

O tratamento para esta condição envolve a reposição da vitamina B12 em falta. Pessoas que não podem absorver vitamina B12 precisam de injeções regulares. A resposta normalmente é obtida dentro de 48 a 72 horas, com produção de novas células vermelhas do sangue. Uma vez as reservas de vitamina B12 alcancem níveis normais, as injeções de vitamina B12 serão necessárias a cada um ou três meses para impedir que os sintomas se desenvolvam. Pessoas que não podem absorver vitamina B12 devem continuar a ingerir uma dieta balanceada que supra outros nutrientes (ácido fólico, ferro e vitamina C) necessários para produzir células do sangue saudáveis. Às vezes as pessoas podem tomar altas doses de vitamina B12 por via oral para suprir a reposição, em vez de tomar injeções, mas o médico deve supervisionar isto de perto.

Em pessoas cuja deficiência de Vitamina B12 está relacionada ao supercrescimento de bactérias intestinais, o tratamento com antibióticos orais pode interromper o supercrescimento bacteriano e pode permitir a absorção de vitamina B12 voltar ao normal.

A deficiência de Vitamina B12 resultante da ingestão inadequada na dieta é a mais fácil de tratar. A condição pode ser invertida tomando vitamina B12 por via oral e adicionando comidas que contêm Vitamina B12.

Quando a anemia é severa e a contagem de hemácias no sangue é extremamente baixa, transfusões de sangue podem ser necessárias para os primeiros dias até que as injeções de vitamina B12 comecem a funcionar.

Médico Ideal

Marque uma consulta com um clínico geral ou com um hematologista (médico que cuida dos problemas do sangue) se você experimentar uma fadiga inexplicada, palpitações, falta de ar, língua dolorosa ou qualquer outro sintoma da deficiência de Vitamina B12. Isto é especialmente importante se você for vegetariano, ter mais de 50 anos de idade, ser de descendência negra ou do norte da Europa, ter diabetes, ter uma desordem auto-imune ou ter feito uma gastrectomia (estômago removido).

Prognóstico

A perspectiva é excelente porque esta forma de anemia responde bem ao tratamento. Porém, é possível que a lesão das células nervosas seja permanente. Alguns danos residuais ao sistema nervoso podem permanecer nas pessoas que buscam tratamento tardio para a doença.


Serviço:
Hospital Policlin

Anemia por carência de ferro

do do Universo Ciência e Saúde

O organismo recicla o ferro: quando os glóbulos vermelhos morrem, o ferro presente neles volta à medula óssea para ser reutilizado na formação de novos glóbulos vermelhos. O corpo perde importantes quantidades de ferro quando se perdem grandes quantidades de glóbulos vermelhos durante uma hemorragia. O défice de ferro é uma das causas mais frequentes de anemia. Nos adultos, este défice deve essencialmente à hemorragia, enquanto nos bebés e crianças, que precisam de mais ferro por estarem em idade de crescimento, a causa principal deste défice é uma dieta pobre em ferro. Nas mulheres durante a pós-menopausa e nos homens, o défice de ferro indica habitualmente uma perda de sangue pelo aparelho gastrointestinal. A hemorragia menstrual pode causar défice de ferro em mulheres durante o período pré-menopáusico. Habitualmente o ferro contido numa dieta considerada normal não pode compensar a perda do mesmo por uma hemorragia crónica, já que o corpo tem uma reserva muito pequena de ferro. Por conseguinte, o ferro perdido deve ser reconstituído com suplementos.

As mulheres grávidas tomam suplementos de ferro porque o feto em desenvolvimento consome grandes quantidades deste elemento.

Nos países desenvolvidos, a dieta média contém aproximadamente 6 mg de ferro por cada 1000 calorias de alimento, pelo que a pessoa consome uma média de 10 mg a 12 mg de ferro por dia. Muitos alimentos contêm ferro, mas a carne é a sua melhor fonte. As fibras vegetais, os fosfatos, o farelo e os antiácidos diminuem a absorção do ferro ao uniram-se a este. A vitamina C (ácido ascórbico) pode aumentar a absorção do ferro. O corpo absorve de 1 mg a 2 mg de ferro diariamente por meio dos alimentos, que é praticamente igual à quantidade que o corpo perde normalmente todos os dias.

Sintomas

A anemia pode chegar a causar fadiga, falta de ar, incapacidade para fazer exercício e outros sintomas. O défice de ferro pode produzir os seus próprios sintomas, como a malacia (apetência por elementos não alimentícios como gelo, terra ou amido puro), a inflamação da língua (glossite) e cortes nas comissuras da boca (queilose) e nas unhas, que se deformam, adoptando uma forma semelhante a colheres (coiloníquia).

Diagnóstico

Para diagnosticar uma anemia efetuam-se análises de sangue e também provas para detectar o défice de ferro. No sangue, determinam-se os valores do ferro e da transferrina (proteína que transporta o ferro quando ele não se encontra nos glóbulos vermelhos) e comparam entre si. Se menos de 10 % da transferrina se encontrar saturada com ferro, é provável que exista um défice de ferro.

Contudo, a análise mais sensível para detectar o défice deste é a avaliação da quantidade de ferritina (proteína que armazena o ferro). Um valor baixo da ferritina indica um défice de ferro; contudo, por vezes detectar um défice de ferro apesar de os valores de ferritina serem normais, porque estes podem aumentar artificialmente devido a uma lesão do fígado, uma inflamação, uma infecção ou um câncer.

Em alguns casos, são precisas análises mais sofisticadas para se chegar ao diagnóstico. A análise mais específica é um exame das células da medula óssea no qual se examina ao microscópio uma amostra destas células para determinar o seu conteúdo em ferro.

Tratamento

Sendo a hemorragia excessiva a causa mais frequente do défice de ferro, o primeiro passo é localizar a sua origem e deter a hemorragia. Os medicamentos ou a cirurgia podem ser necessários para controlar a hemorragia menstrual excessiva, para tratar uma úlcera sangrante, para ressecar um pólipo do cólon ou para tratar uma hemorragia renal.

Habitualmente, o tratamento inclui a reposição do ferro perdido. A maioria dos comprimidos de ferro contém sulfato ferroso, gluconato férrico ou um polissacárido. Esses comprimidos são melhor absorvidos quando se ingerem 30 minutos antes das refeições.

Em geral, um comprimido de ferro por dia é suficiente, mas por vezes são precisos dois. Sendo limitada a capacidade do intestino para absorver ferro, é um desperdício dar doses maiores, que, além disso, podem causar indigestão e prisão de ventre. O ferro quase sempre escurece as fezes (um efeito secundário normal e não prejudicial).

A correção da anemia por défice de ferro com suplementos deste metal demora entre 3 e 6 semanas, mesmo depois de a hemorragia ter cessado. Depois de corrigida a anemia, o indivíduo deve continuar a tomar suplementos de ferro durante 6 meses para repor as reservas do corpo. Efetuam análises de sangue de forma periódica para garantir que o suplemento de ferro ingerido é suficiente e que a perda de sangue foi estancada.

Como se desenvolve a anemia por deficiência de ferro
A anemia por carência de ferro normalmente manifesta-se de forma gradual, por etapas. Os sintomas aparecem nas fases mais avançadas.

Fase 1
A perda de ferro excede o ingerido, desgastando as reservas de ferro, em particular as da medula óssea. Os valores de ferritina do sangue (proteína que armazena ferro) diminuem de forma progressiva.

Fase 2
Como as reservas de ferro esgotadas não cumprem com as necessidades dos glóbulos vermelhos em desenvolvimento, produzem menos glóbulos vermelhos.

Fase 3
A anemia começa a desenvolver No princípio desta fase, os glóbulos vermelhos parecem normais, mas o seu número é menor. Diminuem os valores de hemoglobina e de hematócrito.

Fase 4
A medula óssea tenta compensar a falta de ferro acelerando a divisão celular e produzindo glóbulos vermelhos muito pequenos (microcíticos), típicos da anemia por défice de ferro.

Fase 5
À medida que a deficiência de ferro e a anemia se intensificam, podem aparecer sintomas de défice de ferro e pioram os da anemia.

O ferro por via injetável emprega pouco e usa nas pessoas que não toleram os comprimidos ou nas que continuam sangrando muito. Independentemente da forma de administração do ferro, quer seja em comprimidos, quer em injeções, o tempo para recuperação da anemia é o mesmo.

Anemia

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição




A Anemia é a diminuição de hemoglobina no organismo, uma proteína localizada dentro dos glóbulos vermelhos do sangue, que possui o ferro responsável por levar oxigénio aos tecidos.

A anemia se define como a concentração de hemoglobina abaixo dos limites estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. Este valor limite varia de 110 g/L para as mulheres grávidas e para as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, a 120 g/L para as mulheres não grávidas, até 130 g/L para os homens.

A anemia é a desordem mais comum do sangue. Há vários tipos de anemia, produzidos por uma variedade de causas. A anemia é classificada pelo tamanho da célula vermelha sanguínea: diminuída (microcítica), normal (normocítica) ou aumentada (macrocítica ou megaloblástica).

Sintomas

A anemia permanece não detectada em muitas pessoas e os sintomas podem ser vagos. O mais comum é a sensação de fraqueza ou fadiga. A falta de ar é relatada em casos mais severos. Muitos casos de anemia severa incitam uma resposta compensatória na qual o trabalho cardíaco é aumentado levando a palpitações e transpiração; este processo pode ocasionar falha cardíaca nos idosos. A palidez somente é notável em casos de anemia severa, e desta forma não é um sintoma fiável.

Alimentação

O ferro é indispensável à produção da hemoglobina, cuja falta origina anemia. A carência de ferro é a causa mais comum de anemia (anemia ferropénica).

Em função do estilo de vida e alimentação que levamos, 20% da população não têm reservas de ferro suficientes para repor os níveis de hemoglobina quando por qualquer motivo desce abaixo do nível ideal no organismo.

No entanto, no caso do aparecimento de anemia o tratamento não pode ser feito apenas à base de alimentos ricos em ferro. Em primeiro lugar, quem sofre de anemia não sabe qual é causa (pode ser outra que não a alimentar).

Em segundo lugar e ainda que a origem fosse devida a uma deficiência alimentar, a reposição do ferro por via de alimentos ricos em ferro, é sempre insuficiente.

Por isso, caso sinta que tem sintomas de anemia, deverá consultar o seu médico e não tentar resolver a questão através de qualquer dieta.

As Causas

A anemia pode ser causada:

Pela perda de glóbulos vermelhos, designadamente:
- Perda de sangue aguda: (por exemplo hemorragia, trauma ou cirurgia)
- Perda de sangue crónica: normalmente através do intestino, do sistema urinário ou reprodutivo (por exemplo um cancro no intestino)

Por uma diminiução da produção de glóbulos vermelhos, designadamente:
- Deficiêncisa nuticionais
- Infecções virais (exemplo VIH).
- Patologia da medula óssea (por exemplo leucemia, tóxicos)
- Redução da produção de eritropoietina (insuficiência renal crónica)
- Doenças crónicas

Por um aumento da destruição de glóbulos vermelhos, designadamente:
- Infecções (bacterianas, virais, parasitárias)
- Medicação
- Doenças auto-imunes
- Doenças congénitas

Outro Motivo

- Por um aumento fisiológico da procura de glóbulos vermelhos, em consequência da gravidez.

E a Consequência

As consequências podem ser muito diferentes, se não for convenientemente tratada. Por outras palavras, uma anemia por deficiência alimentar não é a mesma coisa do que uma anemia por patologia da medula óssea (por exemplo, leucemia) e as consequências a prazo podem também não ser as mesmas.

Agora, as consequências imediatas duma pessoa que tem anemia, independentemente da causa, é o abastecimento insuficiente de oxigénio ao corpo, o que por sua vez pode levar à sensação de fraqueza ou fadiga. Outras consequências poderão incluir maior propensão a infecções, tonturas, dificuldade em respirar, dores de cabeça, palidez, dores no peito, entre outras.

Uma pessoa com anemia, o coração trabalha mais para compensar a falta de oxigénio nos tecidos. Isto pode levar a arritmias e até a problemas cardíacos pelo esforço suplementar.

Amnésia

do do Universo Ciência e Saúde

A amnésia é uma entidade patológica provocada por diversas causas em que o indivíduo perde a capacidade de reter informações novas (amnésia anterógrada) ou de evocar as antigas (amnésia retrógrada).

As amnésias são sempre causadas por agressões ao cérebro que podem ter caráter transitório ou permanente, sendo algumas delas destacadas a seguir.

Síndrome de Korsakoff. Essa doença foi descrita como decorrência de alcoolismo crônico, podendo, no entanto, decorrer de outras causas. A amnésia é o sintoma predominante nessa síndrome, sendo caracteristicamente do tipo anterógrado.

Amnésia traumática. As pessoas que sofrem um trauma de crânio de certa intensidade, muito freqüentemente, esquecem-se dos fatos que ocorreram minutos antes do trauma (amnésia retrógrada) e, também, dos fatos que ocorrem após o trauma (amnésia anterógrada), embora não percam a consciência. Há uma certa relação de proporcionalidade entre a intensidade do trauma e o tempo de amnésia.

Amnésia global. Essa forma de amnésia está relacionada com um grave e difuso comprometimento cerebral. Há, de forma definitiva, amnésia tanto anterógrada quanto retrógrada, ou seja, o indivíduo perde a capacidade de reter novas informações e de evocar seu estoque antigo de informações. Tal situação ocorre em demências, traumas muito graves e intoxicações por monóxido de carbono.

Amnésia global transitória. Nessa situação a amnésia dura algumas horas, não ultrapassando um dia, e a recuperação é completa. O indivíduo tem comportamento normal, porém não retém nenhuma informação durante o episódio, ou seja, tem amnésia anterógrada completa, permanecendo uma lacuna na memória dessa pessoa depois da recuperação. A causa desse problema não está, ainda, totalmente esclarecida, parecendo estar ligada à isquemia transitória afetando as partes internas do lobo temporal. Essa patologia tem curso benigno, sendo excepcional um segundo episódio.

Amnésia pós-operatória. Há cerca de 50 anos, um neurocirurgião americano, para poder tratar um paciente com crises convulsivas que não melhorava com remédios, fez uma cirurgia retirando, de ambos os lados, certas partes do lobo temporal (hipocampo e porção medial). Esse paciente obteve um controle das crises, mas ficou com amnésia anterógrada muito intensa e, até hoje, põe-se em dúvida se o benefício obtido valeu pelo déficit adquirido. Quanto à lembrança de fatos e conhecimentos anteriores à cirurgia, esse paciente não sofreu alteração.

Serviço:
Dr. Roberto Godoy

Amenorréia Secundária

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

É possível diferenciar vários tipos de amenorreia, consoante o momento da vida e os antecedentes prévios da mulher em relação à menstruação. Por um lado, existe uma amenorreia fisiológica, que não constitui qualquer problema, corresponde à ausência de menstruação durante a infância, em caso de gravidez e amamentação ou após a menopausa, situações em que a inexistência de menstruação é absolutamente normal. Por outro lado, existem dois tipos de amenorreia que constituem uma situação patológica: A amenorreia primária, que corresponde ao não aparecimento da menstruação numa idade em que já deveria ter surgido, enquanto que a amenorreia secundária corresponde à ausência prolongada ou permanente da menstruação numa mulher que anteriormente já tinha períodos regulares.

Dado que a amenorreia apenas se evidencia a partir do momento em que a actividade do sistema reprodutor feminino é desencadeada na puberdade, ao longo da infância ocorre uma amenorreia fisiológica, absolutamente normal. A primeira menstruação, ou menarca, costuma se evidenciar em média entre os 11-12 anos, um ou dois anos após as modificações mamárias características do início da puberdade. Contudo, em alguns casos, as alterações da puberdade se manifesta um pouco mais tarde, o que faz com que a menstruação apenas se evidencie perto dos 16 anos. Considera-se que uma jovem tem uma amenorreia primária quando ainda não teve qualquer menstruação até aos 16 anos ou mais de dois anos depois do início do desenvolvimento mamário característico da puberdade.

A partir da menarca, as menstruações vão-se repetindo periodicamente, em média ao fim de 28 dias, ao longo de toda a etapa reprodutora da mulher, ou seja, até à menopausa, embora sejam irregulares no início da adolescência e na fase do climatério. Visto que entre uma menstruação e a seguinte nunca passa demasiado tempo, excepto em caso de gravidez, situação que provoca uma amenorreia fisiológica, considera-se que existe amenorreia secundária quando uma mulher que não esteja grávida e que anteriormente tenha tido menstruações regulares não seja menstruada durante um período prolongado, no mínimo noventa dias.

Entenda Melhor

A amenorreia secundária é também provocada por causas muito distintas. Por vezes, trata-se de um problema uterino, em que o endométrio pode ser alterado devido a infecções, tumores ou complicações de uma raspagem e perder o ciclo normal de proliferação e descamação. Noutros casos, o problema reside essencialmente nos ovários, devido a quistos ou tumores que alterem a produção das hormonas sexuais femininas que controlam o ciclo menstrual. Para além disso, os ovários podem também ser destruídos devido a radioterapia ou quimioterapia, e podem deixar de funcionar com normalidade em idade prematura, originando menopausa precoce. Por outro lado, a produção hormonal do hipotálamo e da hipófise pode ser alterada por causas muito distintas: tumores, problemas neurológicos e endócrinos, determinados medicamentos.

Amenorréia primária

do do Universo Ciência e Saúde

Amenorreia primária é a ausência de menstruação em uma menina de 14 anos que não apresenta ainda desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (mamas, pêlos, estirão do crescimento), ou a ausência de menstruação em menina de 16 anos que já apresenta caracteres sexuais secundários. Menarca se refere à ocorrência da primeira menstruação. Nas amenorreias primárias a menina não teve menarca , ou seja, a primeira menstruação.

Causas que levam a Amenorréia Primária

- Retardo normal do início dos períodos menstruais (até os 14 ou 15 anos)
- Drástica perda de peso (resultado de situação financeira precária, dieta da moda, anorexia nervosa, bulimia ou outras causas)
- Anormalidades congênitas do sistema genital
- Hipoglicemia
- Obesidade mórbida
- Disgenesia gonádica
- Síndrome de Turner (XO)
- Hipogonadismo hipogonadotrópico
- Síndrome de feminilização testicular
- Hermafroditismo verdadeiro
- Doença crônica
- Desnutrição
- Doença de Crohn
- Fibrose cística
- Doença cardíaca congênita (cianótica)
- Craniofaringioma, tumores ovarianos, tumores adrenais
- Hipertireoidismo
- Hímen imperfurado, ausência vaginal, ausência cervical
- Síndrome adrenogenital
- Síndrome de Prader-Willi
- Doença ovariana policística
- Hipoplasia adrenal congênita

A amenorréia afeta de 2 a 5% das mulheres em idade reprodutiva no mundo todo. Atletas femininas, mulheres especialmente jovens, podem ser mais prováveis de ter amenorréia. Os exercícios ou a atividade física não causam amenorréia, mas ela é mais provável de ocorrer em mulheres que se exercitam muito intensamente ou que aumentam a intensidade dos exercícios rapidamente. Mulheres que se ocupam de práticas desportivas associadas com baixo peso corporal, como o balé ou a ginástica olímpica, são mais prováveis de desenvolver amenorréia que as mulheres em outras práticas desportivas.

Prevenção

Em muitos casos, as adolescentes podem ajudar a prevenir a amenorréia primária seguindo um programa de exercícios sensato e mantendo um peso normal para a altura e idade delas. A amenorréia primária causada por anormalidades anatômicas no sistema genital reprodutivo não pode ser prevenida. Para prevenir a amenorréia secundária que esteja relacionada à dieta, excesso de exercícios ou tensão emocional, pode-se dar os seguintes passos:

- Faça uso de uma dieta de baixo teor de gorduras e conheça suas necessidades alimentares diárias indicadas para a idade,
- Exercite-se moderadamente, mas não excessivamente, mantendo um peso corporal ideal com tônus muscular,
- Procure alternativas saudáveis para aliviar o stress emocional e os conflitos diários – a psicoterapia pode ajudar,
- Equilibre trabalho, recreação e descanso,
- Evite o consumo excessivo de álcool e
- Não fume.

Tratamento

A amenorréia primária normalmente causada por puberdade precoce não precisa ser tratada porque a condição irá desaparecer sozinha. Para a amenorréia primária causada por certas anormalidades genéticas (herdadas), o tratamento depende do problema. Por exemplo, se um defeito genético impedir que os ovários funcionem corretamente, uma adolescente pode fazer uso de hormônios ovarianos suplementares para lhe permitir desenvolver características sexuais secundárias normais (desenvolvimento das mamas, pelos pubianos, formato do corpo, etc) e prevenir a osteoporose (doença que leva ao afinamento dos ossos) que pode ser causada por baixos níveis de estrogênio. Se a amenorréia é causada por um problema estrutural, como ter a vagina com um formato incomum ou não que não tem a abertura externa, a cirurgia normalmente é necessária.

Se a paciente tiver amenorréia secundária devido a menopausa ou a histerectomia (cirurgia para retirar o útero), o médico prescreverá medicamentos para prevenir a osteoporose e outras complicações pelos baixos níveis de estrogênio. Para outras formas de amenorréia secundária, o tipo de tratamento depende da causa:

- Stress Emocional — Se a tensão emocional for o problema, o médico pode lhe aconselhar a paciente a fazer psicoterapia,

- Obesidade — Se a obesidade estiver ativando a amenorréia, o médico irá elaborar uma dieta e um programa de exercícios físicos indicado para ajudar a perder peso e melhor a aptidão global,
- Treinamento Atlético Excessivo — Se o treinamento extenuante estiver interrompendo o ciclo menstrual, o médico irá recomendar um programa mais leve. Isto ajudará a menstruação normal começar novamente. Além disso, diminuirá também o risco de condições relacionadas a baixos níveis de estrogênio, como a osteoporose, doenças do coração, infertilidade e afinamento do revestimento da vagina.

- Desequilíbrio hormonal — Se alterações hormonais estiverem evitando a ovulação (liberação do óvulo do ovário), o médico pode prescrever hormônios suplementares.

- Tumores ou cistos nos ovários, útero ou da hipófise — Se cistos ou tumores estiverem causando a amenorréia, o tratamento depende do tipo e do local. Cirurgia às vezes é necessária.

Médico Ideal

Deve-se marcar uma consulta com o ginecologista se a menina já completou 14 anos e não começou a desenvolver as mamas e os pelos pubianos; ou se fez 16 anos e não teve o primeiro ciclo menstrual.

Se a paciente for sexualmente ativa, procure o médico se ela tem um atraso menstrual superior a um mês (última menstruação há mais de 60 dias), para fazer um teste de gravidez. Se não for sexualmente ativa, marque uma consulta com o ginecologista se tiver perdido três ciclos menstruais sucessivos, ou se os ciclos são irregulares.

Amebíase

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

amebíase

A causa da amebíase se dá pela infecção de protozoário (Entamoeba histolytica), que pode se beneficiar de seu hospedeiro sem causar benefício ou prejuízo, ou ainda, agir de forma invasora. Neste caso, a doença pode se manifestar dentro do intestino ou fora dele.

Sintomas

Seus principais sintomas são desconforto abdominal, que pode variar de leve a moderado, sangue nas fezes, forte diarréia acompanhada de sangue ou mucóide, além de febre e calafrios.

Nos casos mais graves, a forma trofozoítica do protozoário pode se espalhar pelo sistema circulatório e, com isso, afetar o fígado, pulmões ou cérebro. O diagnóstico breve nestes casos é muitíssimo importante, uma vez que, este quadro clínico, pode levar o paciente a morte.

Transmissão

A amebíase é transmitida ao homem através do consumo de alimentos ou água contaminados por fezes com cistos amebianos, falta de higiene domiciliar e, também, através da manipulação de alimentos por portadores desse protozoário.

Uma vez dentro do organismo de seu hospedeiro, neste caso, o homem, seu período de incubação pode variar de dias a anos, contudo, de forma geral, pode-se atribuir um período comum de duas a quatro semanas.

Diagnóstico

Seu diagnóstico mais comum se dá pela presença de trozoítos ou cistos do parasita nas fezes, mas também pode ocorrer através de endoscopia ou proctoscopia, através da análise de abcessos ou cortes de tecido, etc. Quando não tratada, esta doença pode durar anos.

Prevenção

Como na maioria das doenças, a melhor medida ainda é a prevenção, neste caso, a prevenção se dá através de medidas higiênicas mais rigorosas junto às pessoas que manipulam alimentos, saneamento básico, não consumir água de fonte duvidosa, higienizar bem verduras, frutas e legumes antes de consumi-los, lavar bem as mãos antes de manipular qualquer tipo de alimento, e, principalmente após utilizar o banheiro.

Ambliopia

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição



É a baixa de visão, mesmo com o uso de óculos e estando as estruturas oculares normais. O olho amblíope não teve o desenvolvimento normal da visão.
Também é conhecido como "olho preguiçoso".

Se durante a idade de maior desenvolvimento da visão, que é até aproximadamente os 7 anos, ocorrerem alterações que impedem o foco de imagens nítidas na retina, o olho não amadurece a visão.

Alterações

As alterações que levam a ambliopia, com mais frequência, são o estrabismo (olho torto), os erros de refração (a anisometropia - diferença de grau entre os olhos) e a catarata congênita.

O Que pode ser feito

O diagnóstico e o tratamento precoce são as medidas mais eficazes na prevenção da cegueira.

Tratamento

O tratamento da ambliopia começa com o uso de correção óptica (se indicada) seguida da oclusão do olho de melhor acuidade visual. Isto é feito para permitir que o olho mais fraco se desenvolva.

A oclusão do olho bom geralmente não é bem aceita pela criança (que não quer ficar apenas com o olho ruim), mas a persistência dos pais no tratamento deve ser mantida para a recuperação da visão da criança.

Nos casos de estrabismo o tratamento inclui ainda a correção do desvio.

Existe Cura?

Quando o tratamento é seguido corretamente, sob orientação médica e na época adequada, a cura ocorre na grande maioria dos casos.

Se o olho amblíope não for tratado terá uma perda visual irreversível e a criança terá 50 % mais chance de ficar cega, uma vez que ninguém está excluído de ter uma doença ou acidentar um olho bom em alguma época da vida.

Algumas Recomendações

- Verificação da acuidade visual em idade pré-escolar.
- Diagnóstico precoce pelo médico.
- Iniciar o tratamento precocemente.
- Uso precoce de óculos (não existe idade mínima para o uso de óculos).
- Manutenção do tratamento: Persistência dos pais ou responsáveis.

O Que causa Ambliopia?

Ambliopia pode ser causada por qualquer condição que impeça o uso normal dos olhos ou o desenvolvimento ocular. Existem três principais causas:

Estrabismo (olho desviado)

A imagem do olho desviado é suprimida, para evitar a visão dupla, e a criança utiliza apenas o melhor olho

Erro de refração

Quando um olho tem mais miopia, hipermetropia ou astigmatismo que o outro, o olho com visão borrada (fora de foco) é suprimido e pode tornar-se ambliope. Este é o tipo de ambiopia mais difícil de ser detectado, pois os olhos parecem normais.

Opacidade nos meios transparentes do olho

Qualquer fator que impeça uma adequada focalização da imagem pode levar ao desenvolvimento de ambliopia. O principal exemplo é a ocorrência de catarata. Em geral este é a forma mais severa de ambliopia.

Alopecia androgenética

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

A alopecia androgênica é um transtorno extremamente comum que afeta homens e mulheres. A incidência, em geral, é considerada maior no sexo masculino, embora algumas evidências sugiram que as aparentes diferenças de incidência possam ser um reflexo de distinta expressão nos sexos masculino e feminino. Esse distúrbio geneticamente determinado é progressivo, iniciando-se pela conversão gradual dos cabelos terminais em cabelos indeterminados para terminar em cabelos em velos. Os pacientes têm uma redução, normalmente, na proporção de, pelo menos, 2 (cabelos terminais):1 (velo). Após a miniaturização dos folículos, restam os tratos fibrosos. Os pacientes com esse distúrbio geralmente têm uma distribuição típica de queda de cabelos.

A História

- Homens evidenciam rareamento nas áreas temporais, produzindo um remodelamento da linha capilar anterior.

- A evolução da calvície progride, na maior parte, de acordo com a classificação de Norwood/Hamilton de rareamento frontal e do vértice.

- As mulheres, por outro lado, geralmente se apresentam com rareamento difuso na parte superior da cabeça.

- Ocorre recuo bitemporal nas mulheres, porém, geralmente, em menor grau do que nos homens. As mulheres, em geral, mantêm uma linha frontal dos cabelos.

Exame Fisico

Na alopecia androgênica em ambos os sexos, há uma transição gradual de cabelos terminais compridos pigmentados e espessos para cabelos em velos não-pigmentados, finos, fracos e curtos nas áreas envolvidas. À medida que o distúrbio evolui, há um encurtamento da fase do anágeno, permanecendo a fase do telógeno constante. Em decorrência, há mais cabelos na fase do telógeno, e o paciente pode observar um aumento da queda de cabelos. O resultado final pode ser uma área de total desnudamento, que varia de paciente para paciente, mas geralmente é mais acentuada no vértice.

As mulheres com alopecia androgênica, em geral, perdem cabelos difusamente na parte superior da cabeça. Isso produz um rareamento gradual dos cabelos, e não uma área de calvície acentuada. A linha frontal de implantação dos cabelos costuma ficar preservada nas mulheres com esse distúrbio, enquanto nos homens observa-se um recuo gradual da linha frontal de implantação dos cabelos precocemente no processo.

As Causas

A alopecia androgênica é uma afecção geneticamente determinada. O andrógeno é necessário para a progressão do distúrbio, já que não é encontrado em machos castrados antes da puberdade. A progressão do distúrbio cessa se machos pós-púberes forem castrados. Postula-se que a alopecia androgênica seja um distúrbio com herança dominante e penetrância e expressão variáveis. No entanto, pode ser de herança poligênica.

Estudos Laboratoriais

- No caso de mulher, se houver evidência de virilização, pode ser pedida a análise laboratorial de sulfato de DHEA e de testosterona. Alguns autores têm sugerido que a testosterona total possa apenas ser adequada para triar um tumor virilizante. Se houver suspeita de distúrbio da tireóide, estará indicada análise laboratorial do nível de TSH.

- Se estiver presente eflúvio do telógeno, pode ser indicada a análise laboratorial dos níveis de ferro no sangue ou uma biópsia para observar algum distúrbio papuloescamoso subjacente. O eflúvio do telógeno pode acelerar a evolução da alopecia-padrão. A deficiência de ferro é causa comum e reversível de eflúvio do telógeno. Hemograma normal não exclui deficiência de ferro como causa da queda de cabelos. Conquanto a ferritina baixa seja sempre um sinal de deficiência de ferro, ela se comporta como reagente de fase aguda, podendo ser normal apesar da deficiência de ferro. Exames de ferro, TIBC e saturação de transferrina são baratos e sensíveis para deficiência de ferro.

- A alopecia em áreas difusa pode simular a alopecia-padrão. A presença de cabelos em "pontos de exclamação" (afilados perto da extremidade proximal), unhas com minúsculas depressões ou antecedentes de novos crescimentos periódicos ou fraturas afiladas observados nas contagens de cabelos sugere o diagnóstico de alopecia em áreas difusa.

Achados Histológicos

Raramente será necessária biópsia para fazer o diagnóstico. Alguns dermatopatologistas recomendam que, se tiver de ser feita uma biópsia, deverão ser diagnosticados dois pontos: um para corte horizontal e outros para corte vertical dos folículos pilosos. Outros dermatologistas destacam que comumente se possam obter informações suficientes de vários cortes verticais seqüenciais para diagnosticar a afecção. Na alopecia-padrão, vê-se um aumento dos cabelos em velo, podendo ser encontrados remanescentes fibrosos das bainhas das raízes (as chamadas "bandeirolas") abaixo dos folículos miniaturizados. Embora a alopecia androgênica possa ser considerada uma forma não-inflamatória de queda de cabelos, por vezes, observa-se um infiltrado inflamatório superficial perifolicular. Na doença de longa duração, o tecido conjuntivo pode substituir completamente as estruturas foliculares. Costuma ser observada uma relação telógeno-anágeno discretamente elevada.

Atendimento Clinico

Há somente dois medicamentos comprovados e aprovados pelo FDA atualmente à disposição para o tratamento de alopecia androgênica: o minoxidil e a finasterida.

Minoxidil: Embora o método de ação seja essencialmente desconhecido, o medicamento parece prolongar a duração do anágeno e aumentar a irrigação do folículo. O novo crescimento é mais pronunciado no vértice que nas áreas frontais, e não é observado por pelo menos quatro meses. É necessário continuar o tratamento tópico indefinidamente com o medicamento, pois a interrupção do tratamento produz rápida reversão para o padrão pré-tratamento da calvície. Os pacientes que respondem melhor a esse medicamento são aqueles que têm início recente da alopecia androgênica e pequenas áreas de queda de cabelos. O agente é comercializado em solução a 2% ou a 5%, sendo a solução a 5% um tanto mais eficaz. Em geral, as mulheres respondem melhor ao minoxidil tópico que os homens. Deve-se observar que a solução a 5% é comercializada somente para homens, pois o aumento da eficácia da solução a 5% não ficou evidente para mulheres nos estudos controlados pelo FDA. Ademais, a incidência de crescimento de pêlos faciais parece aumentar com o uso da formulação de concentração mais alta.

Finasterida: Essa medicação é dada por via oral e é um inibidor tipo 2 da 5-alfa-redutase. Não é um antiandrógeno. O agente pode ser usado somente em homens, pois pode produzir genitália ambígua no feto masculino em desenvolvimento. A finasterida demonstrou diminuir a progressão da alopecia androgênica nos homens tratados e, em muitos pacientes, estimula um novo crescimento. Embora afete a calvície do vértice mais do que a queda de cabelos frontal, a medicação tem demonstrado aumentar o novo crescimento também na área frontal. A finasterida deve ser continuada indefinidamente, pois a interrupção resulta em progressão gradual do distúrbio. Um estudo em mulheres pós-menopáusicas não indicou efeito benéfico da medicação no tratamento da alopecia androgênica feminina. Medicamentos não aprovados pelo FDA, mas potencialmente úteis: Em mulheres com alopecia androgênica, especialmente aquelas com um componente de hiperandrogenismo, os medicamentos que atuam como supressores ou antagonistas dos andrógenos (espironolactona e contraceptivos orais) podem ter algum benefício.

A alopecia androgênica é muito comum, não sendo, portanto, surpreendente que possa acompanhar outras formas de queda de cabelos. Costumam ocorrer casos de eflúvio do telógeno em pacientes com alopecia androgênica subjacente. Portanto, deve-se fazer uma pesquisa de causas tratáveis de eflúvio do telógeno (como anemia ou hipotireoidismo), especialmente em pacientes com início abrupto ou progressão rápida de sua doença.

Os cuidados Cirurgicos

O tratamento cirúrgico da alopecia androgênica tem sido realizado com sucesso nas quatro últimas décadas. Embora os resultados cosméticos costumem ser satisfatórios, o principal problema é cobrir a área calva com tampões (ou folículos) do doador em número suficiente para ter efeito. Tem sido tentada a redução do couro cabeludo a ser coberto por transplante de cabelos.

Existem técnicas de entrelaçamento capilar e, juntamente com apliques de cabelos, um método de cobertura por prótese. Somente dois medicamentos mostraram ser eficazes no tratamento de alopecia androgênica. O minoxidil é aplicado topicamente em solução a 2% ou a 5%, e a finasterida é tomada por via oral.

Serviço:
Dra. Shirley de Campos

Alopécia Areata

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

A alopécia areata, conhecida vulgarmente como "pelada", é uma doença de causa desconhecida que atinge igualmente homens e mulheres, caracterizando-se pela queda repentina dos pêlos nas áreas afetadas, sem alteração da superfície cutânea.

Entre as possíveis causas, estão uma predisposição genética que seria estimulada por fatores desencadeantes, como o estresse emocional e fenômenos auto-imunes.

Manifestações clínicas

A doença se caracteriza pela queda repentina dos pêlos formando placas circulares de alopécia ("pelada"), sem alteração da pele no local, que se apresenta sem qualquer sinal inflamatório. Pode atingir o couro cabeludo e também outras regiões como a área da barba, supercílios, cílios ou qualquer outra região pilosa.

A "pelada" pode ter remissão espontânea ou tornar-se crônica, com o surgimento de novas lesões e evolução para a alopécia total, que atinge todo o couro cabeludo e até mesmo para a alopécia universal, quando caem todos os pêlos do corpo. Estes casos são de controle mais difícil.

Geralmente, a doença não se acompanha de nenhum outro sintoma. A repilação pode ocorrer totalmente em semanas ou meses e, algumas vezes, os pêlos nascem brancos para depois repigmentarem. É comum ocorrer a recidiva das lesões.

Tratamento

São vários os tratamentos utilizados na alopécia areata e a característica clínica de cada caso é que determinará qual deles deve ser utilizado. As medicações utilizadas podem ser de uso local ou sistêmico e a duração do tratamento vai depender da resposta de cada paciente. O diagnóstico e o tratamento da alopécia areata deve ser feito por um médico dermatologista.

Alcoolismo e seus problemas

do do Universo Ciência e Saúde

Perceba as diferenças entre o consumo e a dependência do álcool.

Consumo de risco;
Consumo nocivo;
Dependência.
Consumo de risco - é um padrão de consumo que pode vir a implicar dano físico ou mental se esse consumo persistir.

Consumo nocivo - é um padrão de consumo que causa danos à saúde, quer físicos quer mentais. Todavia não satisfaz os critérios de dependência.

Dependência - é um padrão de consumo constituído por um conjunto de aspectos clínicos e comportamentais que podem se desenvolver após repetido uso de álcool, desejo intenso de consumir bebidas alcoólicas, descontrolo sobre o seu uso, continuação dos consumos apesar das consequências, uma grande importância dada aos consumos em desfavor de outras atividades e obrigações, aumento da tolerância ao álcool (necessidade de quantidades crescentes da substância para atingir o efeito desejado ou uma diminuição acentuada do efeito com a utilização da mesma quantidade) e sintomas de privação quando o consumo é descontinuado.

Quais as consequências destes tipos de consumos?

O consumo de álcool contribui mais do que qualquer outro fator de risco para a ocorrência de acidentes domésticos, laborais e de condução, violência, abusos e negligência infantil, conflitos familiares, incapacidade prematura e morte. Relaciona com o surgimento ou desenvolvimento de numerosos problemas ou patologias agudas e crônicas de carácter físico, psicológico e social, constituindo, por isso, um importante problema de saúde pública.

Os hábitos de consumo diferem sensivelmente entre homens e mulheres, mas os homens consomem mais. No entanto, a idade de início do consumo é cada vez mais precoce e assiste ao aumento do consumo nos jovens e nas mulheres.

Muitos fatores contribuem para o desenvolvimento dos problemas relacionados com o álcool como sejam o desconhecimento dos limites aceitáveis quando se consome e dos riscos associados ao consumo excessivo.

Um dos benefícios de ser feita a detecção precoce é o facto de os indivíduos que não são dependentes do álcool poderem parar ou reduzir os seus consumos de álcool com adequada intervenção, a qual deverá ser feita pelo seu médico assistente.

Verdade ou mentira?

O álcool não aquece – o álcool faz com que o sangue se desloque do interior do organismo para a superfície da pele, provocando sensação de calor. Mas este movimento do sangue provoca uma perda de calor interno, já que o sangue se encontra a uma temperatura que ronda os 37º e que é quase sempre superior à temperatura ambiente. Quando o sangue regressa ao coração há necessidade de o organismo despender energia no restabelecimento da sua temperatura.

O álcool não mata a sede – a sensação de sede significa necessidade de água no organismo. As bebidas alcoólicas não satisfazem esta falta, provocando, ainda, a perda através da urina, da água que existe no organismo, o que vai aumentar a carência de água, e, portanto a sede.

O álcool não dá força – o álcool tem um efeito estimulante e anestesiante, que disfarça o cansaço provocado pelo trabalho físico ou intelectual intenso, dando a ilusão de voltarem as forças. Mas depois o cansaço dobra, porque o organismo vai gastar ainda mais energias para "queimar" o álcool no fígado.

O álcool não ajuda a digestão e não abre o apetite – o álcool faz com que os movimentos do estômago sejam muito mais rápidos e os alimentos passem precocemente para o intestino sem estarem devidamente digeridos, dando a sensação de estômago vazio. O resultado é a falta de apetite e o aparecimento de gastrites e de úlceras.

O álcool não é um alimento – o álcool não tem valor nutritivo porque produz calorias inúteis para os músculos e não serve para o funcionamento das células. Contrariamente aos verdadeiros alimentos, ele não ajuda na edificação, construção e reconstrução do organismo.

O álcool não é um medicamento – é exactamente o contrário porque provoca apenas excitação e anestesia passageiras que podem esconder, durante algum tempo, dores ou sensação de mal-estar, acabando por ter consequências ainda mais graves.

O álcool não facilita as relações sociais – o álcool em quantidades moderadas tem um efeito desinibidor que parece facilitar a convivência. Mas trata-se de uma ilusão, porque nem sempre é possível controlar os consumos nesse ponto e porque a relação com os outros se torna pouco profunda e artificial.

Será que bebo demais?

Para muitas pessoas, beber um copo de uma bebida alcoólica pode constituir um momento social em que os riscos desse consumo vão depender da quantidade e da frequência com que se bebe e de algumas condições individuais, nomeadamente, o seu estado de saúde.

Por outro lado, existem algumas situações, como a condução de veículos, em que o consumo de álcool pode ser muito perigoso para o próprio e para os outros.

O que é a unidade de bebida padrão?

Com a finalidade de quantificar o consumo de álcool foi criado o conceito de bebida padrão. Consiste numa forma simplificada de calcular a quantidade de álcool consumida, diária ou semanalmente.

Embora as bebidas alcoólicas tenham diferentes graduações, os copos habitualmente mais usados para as diferentes bebidas têm quantidade idêntica de álcool, o que corresponde a uma unidade bebida padrão com cerca de 10 a 12 gramas de álcool puro. Este fato permite fazer a quantificação por unidades de bebidas ingeridas, o que facilita os cálculos do total de bebidas consumidas diária ou semanalmente.

Quais são as consequências da ingestão de álcool para o feto?

Os hábitos, o grau de dependência e a tolerância da mulher grávida face ao álcool são importantes para determinar os efeitos sobre o bebê.

As consequências podem ser muito graves, pois o álcool pode impedir o normal desenvolvimento do feto, quer retardando o seu crescimento, quer provocando lesões cerebrais e malformações físicas ou orgânicas.

Além disso, os bebês podem nascer com a Síndroma de Alcoólico Fetal (SAF), isto é, subdesenvolvidos e com peso abaixo do normal.

Em casos mais graves, nascem com malformações físicas e orgânicas, sofrem de perturbações do comportamento (hiperatividade, descoordenação motora, dificuldades de aprendizagem e de linguagem), desenvolvimento emocional retardado e atraso mental.

Estes sintomas podem ser ligeiros, mas também podem ser extremamente graves e até à idade adulta, sobretudo no que respeita às doenças mentais e do comportamento.

Devo reduzir os meus consumos ou parar totalmente de beber?

Muitas pessoas que bebem demais devem reduzir, mas outras têm mesmo que deixar de beber.

É muito importante que deixe completamente de beber, se, por exemplo:

- Tem tremores, geralmente de manhã;
- Tem problemas de saúde, como doenças do fígado ou doenças Cardiológicas (Coração)
- Tem perdas de memória e não se recorda do que aconteceu num determinado período.

Caso detecte qualquer destas situações, deverá deixar de beber completamente. Se tiver dificuldade em fazer deverá procurar acompanhamento médico.

Aids

do do Universo Ciência e Saúde

Descrição

A sigla Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O vírus da Aids é conhecido como HIV e encontra-se no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas pelo vírus. Objetos contaminados pelas substâncias citadas, também podem transmitir o HIV, caso haja contato direto com o sangue de uma pessoa.

Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Por isso, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter Aids. Ao desenvolver a Aids, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do organismo da pessoa doente. Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico ( de defesa ) dos seres humanos, sem eles, o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas podem aparecer e complicar a saúde da pessoa. A pessoa portadora do vírus HIV, mesmo não tendo desenvolvido a doença, pode transmiti-la.

Diagnóstico

Existe um exame de sangue específico para o diagnóstico da AIDS, chamado teste Elisa. Em média, ele começa a registrar que a pessoa está infectada 20 dias após o contato de risco. Se depois de três meses o resultado for negativo, não há mais necessidade de repetir o exame, porque não houve infecção pelo HIV.

Diagnóstico Laboratorial

A avaliação laboratorial inicial de um paciente portador do HIV inclui vários testes (Tabela 2). Embora a sorologia para o HIV (ELISA e o Western blot confirmatório) seja muito precisa e específica, pode haver resultados falso-positivos, quase sempre provenientes de erro humano.

Testes de carga viral Eles são parte essencial da avaliação de um indivíduo HIV+. Este exame é usado para estimativa de prognóstico, determinação do uso de anti-retrovirais e para se ter um parâmetro laboratorial que permita avaliar a eficácia do tratamento.

Os testes de carga viral incluem o HIV-RNA-PCR, a cadeia de DNA ramificada ou bDNA e a amplificação baseada na seqüência do ácido nucléico ou NASBA. Os limiares de detecção variam de 200-400 cópias/ml (ensaio standard) a 20-40 cópias/ml (ensaios ultra-sensíveis). O ensaio standard deve ser indicado na avaliação inicial do paciente não tratado. Os ensaios ultra-sensíveis devem ser reservados para os pacientes dos quais se espera carga viral baixa.

As cargas virais tendem a ser máximas (105-107 cópias/ml) durante a síndrome retroviral aguda e nas fases avançadas da doença. Pacientes assintomáticos geralmente apresentam cargas mais baixas (102-103 cópias/ml). A carga viral pode aumentar durante períodos de doenças intercorrentes ou vacinação recente e as medidas devem ser postergadas nessas situações.

Prevenção

- Uso da camisinha (ou preservativo masculino): diversos estudos confirmam a eficiência do preservativo na prevenção da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

- Pré-natal toda mulher grávida deve fazer o teste da AIDS. Esse exame é especialmente importante durante os meses de gestação, pois, em caso positivo para infecção da mãe, ela poderá receber um tratamento adequado e, na hora do parto, evitar a transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV. Se forem tomados todos os cuidados devidos, esse risco pode ser reduzido em até 67%.

- Uso de agulhas e seringas descartáveis: o risco de um usuário de droga injetável infectar-se pelo HIV está ligado à forma como a droga é utilizada: se houver compartilhamento de seringas e agulhas, esse risco é bem elevado. Por isso, há a recomendação da utilização de agulhas e seringas descartáveis.

Conselhos de quem tem

''Eu separo meus copos, Minhas colheres, Tudo que é do meu uso pessoal, Assim eu me protejo e acabo protegendo as pessoas, Por exemplo, Eu não corro o risco de pegar uma gripe, Ou de pegar algo mais forte, Não é preconceito meu é uma forma de prevenir.'', Afirma dona Maria Auxiliadora, de 56 anos de idade.

Anticoncepção

do Universo Ciência e Saúde

A anticoncepção é um processo que permite uma vida sexual saudável, sem o risco de uma gravidez não desejada.

A gravidez é maravilhosa, se muito bem planejada. Quando a hora é de evitar, procure o melhor método contraceptivo; aquele que se adapte ao seu organismo e ritmo de vida. Cada pessoa tem suas próprias características físicas e orgânicas, que definem uma boa ou má adaptação aos diversos tipos de métodos contraceptivos. Isso torna essencial consultar um Ginecologista antes de começar a usar qualquer método.
Métodos Anticoncepcionais

Há diversos métodos anticoncepcionais, mas eles podem ser divididos da seguinte forma:

- Métodos Irreversíveis: Cirúrgicos;
- Métodos Reversíveis: Naturais, de Barreira, Químicos, Mecânicos e Hormonais.

Cada método tem seu nível de eficácia. Somente um profissional de saúde poderá orientá-la a respeito do método mais adequado às suas necessidades e às de seu corpo, resguardando suas futuras possibilidades de engravidar.

Métodos Irreversíveis

Cirúrgico
A ligadura (fechamento) das trompas ou a vasectomia que é o fechamento dos canais deferentes (que produzem espermatozóides) distinguem-se de todos os anteriores porque são irreversíveis, isto é, impedem para sempre a gravidez. Destacamos, porém, que já existem certas técnicas de cirurgia que podem reverter uma vasectomia.

ATENÇÃO
A pílula não evita AIDS. Ela apenas oferece segurança contra uma gravidez indesejada. Por isso, faça seu companheiro usar camisinha, mesmo estando fazendo uso da pílula.
CONSULTE SEU MÉDICO SEMPRE QUE VOCÊ TIVER DÚVIDAS, OU PROBLEMAS COM A PÍLULA. A CRITÉRIO MÉDICO, FAÇA CONSULTAS E EXAMES PERIÓDICOS.

Métodos Reversíveis

MÉTODOS NATURAIS

Tabelinha:
A mulher aprende a conhecer seu ciclo menstrual e observar o período em que está fértil. Nesse período ou ela não mantém relação sexual ou usa algum outro método anticoncepcional. Mulheres cuja menstruação ocorre de 28 em 28 dias ovulam no 14o dia do ciclo (vale lembrar que o 1o dia do ciclo é o 1o dia da menstruação). O ciclo de 30 dias implica numa ovulação no 15o dia. Calcula-se cinco dias antes e cinco dias depois da ovulação (o espermatozóide pode permanecer vivo até 72 horas dentro do útero da mulher e, por isso, é necessário uma margem de segurança) e estabelece-se o período de abstinência.

Não é um método muito confiável, pois pode haver erro de cálculo ou alteração da data prevista para ocorrer a ovulação, fato que pode acontecer por vários motivos. É um método contra-indicado para as mulheres que não têm regularidade menstrual absoluta. Mas, mesmo aquelas que têm intervalos certos entre as menstruações devem procurar um Ginecologista para conhecer com mais detalhes o funcionamento do seu ciclo.

Coito Interrompido
Consiste em o homem retirar o pênis da vagina antes da ejaculação, evitando assim que os espermatozóides contidos no esperma possam alcançar o útero. É um método de alto risco e não confiável. Além das chances de atraso na retirada do pênis pode ocorrer a saída de esperma antes do orgasmo.

Método da Ovulação ou do Muco
Também conhecido como método Billings. A mulher identifica os dias em que pode engravidar observando a umidade da vagina. Requer um período de observação e treinamento para que o método funcione adequadamente. É considerado um método pouco confiável, pois em alguns casos o muco vaginal pode estar alterado por outros fatores, podendo confundir a mulher.

Temperatura Basal
Trata-se de medir a temperatura do corpo para descobrir se está no período fértil. Esse método tem duas desvantagens que o tornam pouco prático e confiável. Primeiramente a temperatura corporal só sobe exatamente no dia em que a mulher ovula, ou seja, ela não delimita o período fértil (dia da ovulação mais cinco dias antes e cinco depois). Outro problema é que a temperatura deve ser medida assim que a mulher acordar, exigindo um controle diário da temperatura.

MÉTODO DE BARREIRA

Camisinha
É um saquinho de borracha ultrafino, descartável, que o homem coloca no pênis ereto, um pouco antes do coito, e que retém o esperma. Além de ser um método seguro, a camisinha é o único capaz de proteger mulheres e homens de doenças sexualmente transmissíveis. Existe também a camisinha feminina, com a vantagem de não depender da vontade do homem para ser utilizada.

Diafragma
Trata-se de uma capinha de borracha fina com bordas flexíveis, colocada pela própria mulher no fundo da vagina com creme ou geléia espermaticida. Além de tampar a entrada do útero, o alto teor de acidez do espermaticida mata o espermatozóide. O diafragma deve ser colocado até oito horas antes de haver qualquer penetração e retirado somente oito horas depois da última relação. Para usá-lo a mulher deve ir a um Ginecologista, pois somente ele poderá indicar o tamanho correto para cada usuária, dependendo da anatomia de sua vagina. O diafragma não é descartável. Quando bem colocado e não tendo fissuras, é um método relativamente seguro, mas como qualquer outro método, tem suas contra-indicações.

MÉTODOS QUÍMICOS

São produtos em forma de creme, espuma ou óvulos que a própria mulher coloca no fundo da vagina um pouco antes da relação. Esses produtos contêm substâncias químicas capazes de destruir os espermatozóides. São métodos de baixa eficácia quando usados isoladamente, por isso recomenda-se utilizá-los sempre em conjunto com camisinha ou diafragma.

MÉTODO MECÂNICO

DIU – Dispositivo Intra-Uterino
São dispositivos em forma de “T” feitos em cobre, material que funciona como um elemento espermaticida, inviabilizando a fecundação (não há concepção, porque existe uma barreira impedindo a chegada do espermatozóide ao óvulo). O dispositivo é colocado no útero pelo Ginecologista, preferencialmente durante a menstruação, pois além do colo do útero estar mais amolecido, o que facilita a introdução, tem-se a certeza de que a mulher não está grávida.

MÉTODOS HORMONAIS

Pílula Combinada
A pílula é um comprimido feito com hormônios semelhantes àqueles produzidos pelo organismo feminino, que impedem a ovulação. Atualmente é o anticoncepcional mais utilizado pelas mulheres, e classificado como super eficaz. A pílula é cercada por muitos mitos desde que foi lançada no mercado, em 1960. Passou por uma série de mudanças e, atualmente, está na quinta geração. Tem baixíssima dosagem hormonal e as possibilidades de a mulher sofrer qualquer efeito colateral são mínimas. Para garantir sua eficácia, é fundamental que ela seja ingerida diariamente, sempre no mesmo horário e que seja seguida corretamente a orientação médica. O intervalo entre um ciclo e outro deve ser de sete dias.

Injetável
Esse método também combina os hormônios femininos, porém em doses bem mais altas, possibilitando um efeito mais prolongado. A administração é por via intramuscular e a aplicação é mensal ou trimestral. É um método bastante seguro, mas que pode provocar alguns distúrbios menstruais.

CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA

Definição

Os anticoncepcionais de emergência são métodos que podem ser usados pelas mulheres, depois de uma relação sexual desprotegida, falha potencial de um método anticoncepcional ou estupro.

Quando usar
-
Após relação sexual desprotegida
- Falha presumível de um método anticoncepcional
- Estupro

Serviço:
Nevton Valdir Bringmann
Contato: nevton@brturbo.com.br
 
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